Dia Mundial do Diabetes chama a atenção para a necessidade de controlar a doença

Casos crescem a níveis alarmantes e atingem mais de 12 milhões de pessoas no Brasil. Cerca de 73% dos brasileiros com diabetes tipo 2 – o mais prevalente na população mundial -, mesmo em tratamento, não alcançam os níveis recomendados de controle da glicose.

A boa notícia é que o controle da doença é perfeitamente possível.

A boa notícia é que o controle da doença é perfeitamente possível.

O Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, é uma oportunidade dupla: tanto para reforçar a importância dos pacientes com diabetes seguirem as orientações médicas para controlarem a doença, quanto para alertar a população sobre cuidados simples para sua prevenção – como manter uma dieta equilibrada e praticar atividades físicas regularmente.  “O diabetes é uma epidemia global. É preciso conscientizar toda a sociedade para o acompanhamento da doença e o tratamento efetivo, para também reduzir as complicações que derivam da doença”, afirma Walmir Coutinho, médico do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia do Rio de Janeiro e Professor de Endocrinologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

É preocupante a constatação de que aproximadamente 73% dos brasileiros com diabetes tipo 2 – o mais prevalente na população mundial -, mesmo em tratamento, não alcançam os níveis recomendados de controle da glicose. E o pior é que, se não for controlado adequadamente, o diabetes pode trazer uma série de complicações graves que incluem doença cardiovascular, deterioração da visão e doença renal.

A boa notícia é que o controle da doença é perfeitamente possível. A adoção de uma dieta própria para diabéticos, prática regular de exercícios, monitoramento da glicose no sangue, tratamentos orais e/ou insulina (de acordo com a necessidade individual) proporcionam à maioria dos pacientes uma vida com muito mais qualidade.

O avanço da medicina no controle da doença tem sido um grande aliado dos pacientes, já que medicamentos cada vez mais inovadores estão disponíveis em diversos países, incluindo o Brasil. Um exemplo é a recente aprovação da canagliflozina pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O medicamento age de forma diferente das terapias convencionais, pois pertence a uma nova classe de drogas denominada inibidores do cotransportador de sódio e glicose 2 (SGLT2). A medicação permite que o organismo elimine o excesso de glicose pelos rins, oferecendo melhor controle dos níveis de glicose no sangue, com os benefícios adicionais de redução de peso corporal e diminuição da pressão arterial. O medicamento é administrado por via oral e indicado para tratar o diabetes tipo 2 em pacientes adultos, como um complemento à alimentação saudável e à prática de exercícios físicos.

“O tratamento medicamentoso é muito importante, mas os demais cuidados também são fundamentais. O controle do peso corporal e da pressão arterial são fatores-chave tanto para evitar a doença quanto para os pacientes que já estão diagnosticados”, reforça o Dr. Coutinho. Normalmente, a glicose do sangue filtrada pelo rim é reabsorvida pelo organismo.

Entenda como funciona

O que é?

  • É uma doença metabólica, cuja principal manifestação é o aumento de glicose (açúcar) no sangue. Ela causa a falta do hormônio insulina, produzido pelo pâncreas, e pode ocorrer de duas formas: pela falta de produção do hormônio ou então pela resistência das células à ação da insulina (esse hormônio quebra as moléculas de glicose ingeridas na alimentação para que o organismo possa produzir energia).
  • A doença é classificada pelos tipos 1 e 2. O tipo 1 acomete mais frequentemente as crianças ou adolescentes. Já o tipo 2 aparece mais nos adultos e tem relação com o estilo de vida adotado pelo paciente. Mas o diabetes tipo 2 também pode acometer as crianças, em especial nos dias atuais, em que o sedentarismo é crescente e os hábitos alimentares não tão saudáveis, resultando no aumentando da obesidade.

Incidência

  • Segundo a OMS, 44% da ocorrência de diabetes tipo 2 no mundo pode ser atribuída ao excesso de peso, à obesidade e ao sedentarismo.
  • Estima-se que um bilhão de adultos estejam acima do peso e 475 milhões são obesos.
  • Para a maioria das pessoas com risco de sofrer de diabetes tipo 2, a obesidade é um dos fatores de risco que contribui para que o organismo resista à ação da insulina e, quando as células beta pancreáticas tornam-se incapazes de produzir suficiente insulina, o diabetes tipo 2 se estabelece.

De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, 371 milhões de pessoas no mundo vivem com a doença. A Organização Mundial da Saúde prevê que essa será a sétima principal causa de morte em 2030. Somente no Brasil já são mais de 12 milhões de diabéticos de acordo com o último Censo. Do total de pessoas que sofrem de diabetes, 90% têm diabetes tipo 2.

Como tratar

  • O objetivo no tratamento do diabetes é manter os níveis de glicose no sangue o mais normal e estável possível, o que não acontece com boa parte dos pacientes. Em geral, inclui controle da dieta, exercícios, monitoramento da glicose no sangue, tratamentos orais e/ou insulina. Apesar de ser uma doença muito comum, cada pessoa requer um tipo de cuidado único, diferente e especializado.
  • Aproximadamente 40% das pessoas portadoras de diabetes tipo 2 requerem injeções de insulina9. Dependendo das circunstâncias de cada paciente, os médicos podem receitar mais de um medicamento.

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