Volta ao escritório exigirá capacidade de adaptação das empresas e de suas equipes

Empresas terão ações para melhorar a adaptação das equipes ao retorno das atividades presenciais.

O retorno às atividades presenciais, depois de meio ano de trabalho remoto, exige das empresas e de suas equipes uma forte capacidade de adaptação, frente a um cenário completamente novo para todos. Para se ter uma ideia de quão delicado é o assunto, a multinacional de produtos de higiene Kimberly-Clark mapeou, no Brasil, mais de 120 protocolos diferentes para reabertura de escritórios, sobretudo do ponto de vista de medidas sanitárias e de higiene.

Tão importante quanto estes cuidados para evitar o contágio pela Covid é a necessidade de acolher os colaboradores e fazer com que esta volta seja o mais suave possível. Desde o início do isolamento social, empresas ao redor do Brasil e do mundo se desdobraram para criar iniciativas que concorressem neste sentido.

Em artigo reproduzido no site da organização Great Place to Work – que ajuda empresas mundo afora a se tornar cada vez melhores para suas equipes -, Mariana Luz, CEO da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, decretou: “Diante do duro momento que vivemos, empresas e organizações que mantiverem um olhar cuidadoso para as pessoas e, assim, conseguirem acolher os colaboradores e suas famílias, triunfarão.”

Reportagem veiculada no jornal Valor Econômico apontou que grandes companhias iniciaram um retorno gradual às atividades presenciais. Gigantes como a LVMH e a L’Oréal partiram rumo aos escritórios antes dos brasileiros – em junho, metade da equipe da L’Oréal já havia retomado seus postos de trabalho, enquanto LVMH e Vivendi optaram por um modelo de rodízio dos colaboradores.

Por aqui, este formato de rodízio também foi adotado em grandes empresas, como Nestlé e Ambev. Nesta, os primeiros times voltaram a partir de julho, e a previsão era de que toda a equipe estivesse de volta aos escritórios em meados de setembro. A Nestlé também começou revezamento de colaboradores a partir de julho, enquanto no GPA, a volta também se iniciou escalonadamente.

Na Planet Smart City, empresa proptech que desenvolve e constrói cidades inteligentes como a Smart City Laguna (CE), Smart City Natal (RN) e Smart City Aquiraz (CE), a gestora de Desenvolvimento Humano, Anna Borba, 37 anos, diz que a situação começou a se normalizar a partir de agosto, depois que algumas ações foram implementadas para que os colaboradores se sentissem “em casa”, ao regressar ao escritório.

Antes do retorno foram feitas chamadas on-line com toda a equipe e no dia que retornaram ao escritório encontraram “mimos” nas suas mesas de trabalho, agradecendo o empenho e reforçando a importância de cada um para a empresa.

A partir deste momento, novas ações foram implementadas como uma rota de acolhimento onde cada novo funcionário recebe um livro, com informações gerais sobre a empresa e os setores, e dados sobre a cultura e os valores que a regem. Por meio da “rota de acolhimento”, o novo colaborador, recebido pelo gestor de sua área e pelo setor de Desenvolvimento Humano, é apresentado à história e ao ideário da Planet Smart City, e faz imersões para facilitar sua integração. A rota da área de Vendas, por exemplo, tem duração de cinco dias.

Estatísticas

A consultoria KPMG fez estudo junto a 722 executivos brasileiros a respeito desta volta aos escritórios, e constatou que, para 35% deles, o trabalho voltará aos padrões convencionais entre setembro e dezembro – 21% previram agosto como mês do retorno. Embora a maioria dos executivos trabalhe com a volta ao trabalho presencial ainda neste segundo semestre, 9,42% dos entrevistados disseram que só pretendem retornar em 2021.

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