
Em qualquer lugar do mundo e também no Brasil, quando se fala em outlet o consumidor já se pensa em um local mais afastado de bairros e centros de cidades.
Até porque o conceito de outlet é vender mais barato do que as lojas tradicionais e, para isso, as regiões onde eles estão localizados também precisam ter um custo menor.
Porém, há um shopping no Brasil que está indo na contramão desta ideia e expandindo o modelo de outlet justamente no Centro da maior capital do país: São Paulo.
Colado ao viaduto do Chá, na rua Cel. Xavier de Toledo, 23, o Shopping Light já conta com 40% da ABL (Área Bruta Locável) destinados a outlets, e planos de chegar a 70% brevemente.
Tudo começou com a instalação da loja da Nike há uns 15 anos. Depois, vieram outras marcas, como Adidas, Puma, Lacoste, Fila, Vans, Calvin Klein, Carmen Steffens, NBA Store.
O Shopping Light, que pertence ao grupo Gazit desde 2015, informa que vem mais por aí. “Estamos concentrados na área esportiva, mas queremos ampliar os outlets de marcas para o público feminino”, afirma o superintendente Elquisson Lima Silva.
E todo o esforço para ter grandes marcas mundiais e nacionais com preços mais baratos faz sentido: a performance de outlets, diz, é melhor do que a de lojas tradicionais.
Localizadas num mesmo piso, uma próxima da outra, uma loja no modelo outlet da Puma, diz, consegue faturar quatro vezes mais do que uma tradicional da Youcom, por exemplo.
O modelo de trazer outlet para o Centro de São Paulo tem dado resultado como pode ser visto em pelo menos dois indicadores: fluxo de pessoas e faturamento, de acordo com Silva.
Hoje, a média diária de visitantes, de 25 mil pessoas, é 16% maior do que a de igual período do ano passado. Já o faturamento, da ordem de R$ 40 milhões por mês, é 28% maior. “Os brasileiros não compram mais fora do Brasil como antigamente, e a pandemia levou o consumidor a correr mais atrás de preço”, afirma o superintendente do Light.
Um outlet no centro da cidade, diz ele, tem tudo a ver com a própria percepção do consumidor de que é justamente nos centros das cidades onde estão os melhores preços. O desconto nos outlets do Light é da ordem de 30%, em média, diz, mas têm produtos com redução de preços de até 70%.
Hoje, de acordo com Silva, já tem marcas produzindo para vender somente em outlets, que também comercializam lançamentos com preços de lojas tradicionais. “A loja da Nike do Light, por exemplo, vai ter um tênis que acabou de ser lançado. Só que este não é o foco de venda do estabelecimento”, diz.
FONTE: Diário do Comércio – Link da Reportagem https://dcomercio.com.br/publicacao/s/shopping-light-cresce-com-modelo-de-outlet-no-centro-de-sao-paulo
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