
Pessoas surdas de diversas partes do Brasil promoveram no último sábado (20), no parque Burle Marx, zona oeste de São Paulo, o maior evento de troca de informação e confraternização da América Latina de pessoas com deficiência auditiva e que adotaram o implante coclear.
Para a organização do encontro, cerca de 600 pessoas passaram pela festa, que tinha como meta também divulgar a tecnologia do dispositivo colocado na parte interna da cabeça (na cóclea) e que estimula a audição.
Os resultados variam de pessoa para pessoa e têm potencial mais promissor em crianças e pessoas com “memória auditiva”: que ouviu em algum momento da vida. A dentista Alexandra Mottola Tavares, 34, é surda oralizada –faz leitura labial e tem fala desenvolvida– e foi ao encontro com a filha Maria Paula, 4, que fez o implante há um ano e meio.
A garota herdou da mãe a surdez em decorrência de uma síndrome congênita rara (waademburg) e após a cirurgia desenvolveu sua comunicação e interação. “Vim ao encontro porque tinha alguns medos do procedimento. Saio daqui mais segura. Não vou fazer o implante por mim, mas por minha filha. Poderei ser uma mãe mais atenta às demandas dela”, diz Alexandra.










