Livros de autoajuda perdem espaço para títulos de cunho mais científico

 

Durante a pandemia os títulos sobre psicologia e comportamento estão entre os preferidos dos leitores.

Não apenas as vendas de livros de psicologia e comportamento têm crescido, mas também as de autores clássicos.

Desde que o surto de Covid-19 foi anunciado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é possível afirmar que houve uma transformação significativa no modo de viver, de trabalhar e de se relacionar das pessoas.

Os hábitos de consumo têm mudado rapidamente. O mercado de livros também passa por transformações e tem apresentado um aumento na procura de informações, conhecimentos e metodologias mais embasados e amparados em evidências científicas para lidar com o impacto emocional e as novas formas de interação à distância entre pessoas por conta do confinamento, como é o caso da literatura de Psicologia e Comportamento.

Segundo Eduardo Villela, book advisor e editor com mais de 16 anos de atuação no mercado editorial, “Existe um movimento crescente de migração da leitura de livros de autoajuda para obras mais densas e ricas em conteúdo. Mudanças comportamentais importantes estão acontecendo desde o início da pandemia. Os leitores estão se sofisticando e ficando mais exigentes. Existe uma busca cada vez maior por conteúdos mais teórico-reflexivos e, também, práticos embasados na ciência, que sejam voltados ao autoconhecimento e ao entendimento sobre como nos relacionamos. Neste contexto, os livros de autoajuda perdem espaço pois normalmente seu conteúdo está alicerçado apenas em experiências e visão de mundo de seus autores, carecendo de validação científica.”

A busca por obras de psicologia e comportamento sobre temas como psicologia positiva, neurociência aplicada ao dia a dia, construção de hábitos, parentalidade e relacionamentos familiares estão em alta. “Não apenas as vendas de livros de psicologia e comportamento de autores contemporâneos têm crescido, mas também as de autores clássicos, inclusive.”, finaliza Villela.

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