Herpes: uma doença cada dia mais comum e que não tem cura!

Dermatologista alerta sobre a grande incidência do vírus da herpes e fala sobre a importância de se manter as defesas do corpo em dia.

Uma gripe, pode “ativar” o vírus da herpes, alojado no organismo de 90% da população mundial

Você sabia que o estresse do dia a dia, a grande exposição ao sol, e a baixa imunidade provocada por uma gripe, por exemplo, podem “ativar” o vírus da herpes, alojado no organismo de 90% da população mundial? A transmissão do vírus é feita por gotículas de saliva, beijo e objetos contaminados levados à pele. Por isso, segundo especialistas, é bem comum que o primeiro contato com o vírus da herpes simplex 1 (HSV) aconteça ainda na infância.

De acordo com o médico dermatologista José Jabur da Cunha, da Altacasa Clínica Médica, na capital paulista, apesar das estimativas, em apenas 10% a 15% da população mundial os sintomas da herpes se manifestam. A doença invade o corpo e se instala em terminações nervosas, especialmente nos gânglios, e costuma ficar por ali sem causar incômodo até o vírus ser ativado. Neste caso, ele sai do gânglio e refaz o percurso até alcançar a epiderme (camada mais superficial da pele), onde deflagra uma ferida. O herpes desaparece na medida em que a imunidade da pessoa se restabelece. Seu ciclo costuma durar de cinco a 15 dias.

“Um dos principais gatilhos para a manifestação do herpes labial é a exposição solar intensa; por isso recomendo sempre o uso de protetor labial. Além disso, a baixa imunidade do organismo, estresse, cansaço físico e mental, além do período menstrual, também podem contribuir para a manifestação do vírus. Infelizmente, não existe cura definitiva para o herpes labial. O tratamento convencional consiste em antivirais orais e algumas pomadas específicas. O medicamento ajuda a inibir a replicação do vírus e a diminuir o tempo e a intensidade dos sintomas”, explica o médico.

Uma grande parcela da população está propensa a ter reincidência de crises de herpes, com diversos episódios por ano, segundo informa o dr. Jabur, que é também chefe do setor de Cirurgia Dermatológica da Santa Casa de São Paulo. Por isso, é importante se prevenir apostando até mesmo em alimentos que contenham lisina, já que o corpo humano não é capaz de fabricar esse aminoácido.

“O papel fundamental da lisina é inibir a arginina, um outro aminoácido que ajuda na reprodução do vírus. Como eles competem dentro da célula, o aumento da lisina no organismo significa uma queda da arginina, e manter essa relação harmoniosa é muito importante como medida profilática para prevenir o herpes labial e sua reincidência, além de acelerar o processo de cicatrização”, esclarece o especialista.

Os principais alimentos que contêm lisina são: queijo, soja, verduras, frango e peixe. De outro lado, o médico também indica a diminuição do consumo de alimentos que contenham arginina, como castanhas, chocolates, laranja, uvas e amêndoas.

Herpes tipo 2

Uma variação do herpes simplex 1 é o herpes tipo 2, responsável principalmente pelo aparecimento de lesões na região da vulva, pênis, ânus, nádegas e virilha. Para evitá-las, o especialista recomenda o uso de preservativos durante as relações sexuais porque muitas vezes o herpes genital é transmitido durante as relações desprotegidas.

O dermatologista explica que ambos os tipos de herpes: labial e genital, têm uma característica em comum: uma vez que penetram no organismo, dele nunca mais serão eliminados.

“É fundamental manter as defesas do corpo em dia. E caso o herpes se manifeste, é preciso iniciar o tratamento o mais rápido possível, de preferência no primeiro dia de manifestação da doença, para que o vírus não se replique no corpo. Além disso, mesmo que você já saiba de cor o remédio a tomar, não se automedique durante as crises. Procure ajuda médica”, orienta o dr. José Jabur.

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