Estética pode ajudar no pós-operatório de várias cirurgias

Coordenadora e professora da graduação em estética e cosmética da Faculdade IDE, Glória Cabral, explica como a estética pode ajudar nessa recuperação.

O objetivo dos tratamentos estéticos são voltados à melhora da autoestima dentro dos padrões de cada pessoa.

Uma pesquisa divulgada em dezembro de 2019 pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) revelou que o Brasil já registrou até então cerca de 969 mil procedimentos estéticos não cirúrgicos. Por muito tempo essas intervenções eram encaradas como futilidade, mas o prazer e os benefícios que cada uma delas podem trazer fizeram com que aos poucos as pessoas fossem percebendo o quanto vale a pena. E além de fazer bem para a aparência, esses procedimentos podem ajudar quem está passando por um processo cirúrgico por causa de alguma enfermidade.

“Estudos hoje nos mostram que se cuidar passou a ser algo que também afeta a saúde psicológica, social e emocional, pois influencia diretamente nossa autoestima e qualidade de vida. O objetivo dos tratamentos estéticos são voltados à melhora da autoestima dentro dos padrões de cada pessoa, são tratamentos personalizados buscando sempre o bem estar físico, psíquico e emocional”, explica a coordenadora da graduação em estética e cosmética da Faculdade IDE, Glória Cabral.

“Para pacientes que se submeteram a cirurgias, os procedimentos estéticos no pré e pós-operatório além de contribuírem para o bom resultado do procedimento cirúrgico, auxiliam imensamente na recuperação mais rápida e confortável do paciente. Após um procedimento cirúrgico, o tecido iniciará a etapa de regeneração. Procedimentos estéticos como lipoaspiração, abdominoplastia, mamoplastia redutora ou de aumento com prótese, entre outros, envolvem um grande deslocamento de pele. Isso acaba provocando um inchaço e manchas na pele. Os tratamentos estéticos podem fazer toda a diferença nos resultados obtidos, pois são capazes de evitar esses efeitos colaterais”, exemplifica Glória.

Estética no pós-operatório do câncer – “Tratamentos agressivos como a quimioterapia e radioterapia afetam células como um todo, sejam tumorais ou não, provocando efeitos colaterais diversos, muitas vezes afetando o visual dos pacientes; logo, é muito comum que eles procurem tratamentos estéticos para aumentar a autoestima. A estética pode ajudar essas pessoas, desde que os procedimentos sejam indicados e acompanhados pela equipe médica, pois geralmente os pacientes oncológicos apresentam uma pele fragilizada e ressecada devido os tratamentos agressivos”, comenta a coordenadora do curso superior em estética da Faculdade IDE.

A especialista traz a drenagem linfática como exemplo de procedimento estético benéfico no caso da cirurgia para retirada das mamas por causa de um câncer. “Após a cirurgia podem ocorrer várias complicações pós cirúrgicas, como o aparecimento de fibroses, alterações circulatórias e respiratórias, parestesias, dor, rigidez, linfedema, entre outras”.

“O linfedema braquial pós-mastectomia radical é a alteração mais comum após a cirurgia. É uma síndrome de causas múltiplas, na qual existe acúmulo excessivo de líquido, com alta concentração protéica, em partes do braço ou nele todo, causada pela destruição do sistema linfático e dificuldade de regeneração do mesmo. O tratamento do linfedema deve ser feito através da drenagem linfática manual, fortalecimento e alongamento muscular e massagem de fricção sobre a cicatriz”, finaliza Glória Cabral.

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