Coleção Vozes do Pantanal apresenta ao público infantil a exuberante fauna do bioma

Composta de cinco livros exuberantes, coleção é divulgada ao público paulistano.

Idealizada pelo projeto Chalana Esperança com apoio do Acaia Pantanal e Documenta Pantanal, iniciativa foi originalmente lançada com a distribuição gratuita, em escolas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, de kits socioeducativos que também incluem a série de jogos “O Pantanal é Animal” e miniguias de identificação de espécies

No último sábado, 27/4, foi realizado, em São Paulo, o lançamento das coleções Vozes do Pantanal, composta de cinco livros, e O Pantanal é Animal, formada por um jogo de memória e um quebra-cabeças. Voltada ao público infantil, a iniciativa socioeducativa, que alia conscientização ambiental e engajamento comunitário, foi originalmente lançada, no final de março deste ano, com a distribuição gratuita de mil kits – que também incluem cinco mil miniguias de identificação de espécies – em 49 escolas da rede pública de ensino fundamental de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Em São Paulo, o evento foi sediado no Ateliê Aberto do Instituto Tomie Ohtake, que, até 12 de maio, também apresenta a exposição manifesto Água Pantanal Fogo. Idealizada em parceria do instituto paulistano com o Documenta Pantanal, a mostra tem curadoria de Eder Chiodetto e reúne fotografias de Lalo de Almeida e Luciano Candisani, dois dos mais importantes foto-documentaristas brasileiros dedicados à questão ambiental.

RODA DE CONSVERSA

Evidenciando o diálogo entre a mostra fotográfica e as coleções Vozes do Pantanal e Animais do Pantanal, a apresentação ao público dos livros, dos jogos infantis e dos miniguias foi antecedida por uma visitação detalhada de Água Pantanal Fogo, sob o comando do professor e biólogo Sandro Menezes de Silva e de Mônica Guimarães, coordenadora Geral do Documenta Pantanal.

Na sequência, Sylvia Bourroul, diretora do Acaia Pantanal, coordenou uma roda de conversa que abordou o caráter pedagógico-literário dos cinco volumes da coleção Vozes do Pantanal. O bate-papo contou com a participação de Isabel Ferreira, psicóloga, psicanalista, fundadora da ONG Grupo de Apoio à Escolarização Trapézio e especialista em literatura para crianças e jovens do Instituto Vera Cruz, e de Marta Ferraz, cientista social e educadora com ênfase na formação de leitores, leitura mediada e biblioteca escolar. Encerrando o encontro com o público paulistano, integrantes da Chalana Esperança conduziram os participantes em uma apresentação imersiva dos materiais que compõem os kits socioeducativos.

Com a distribuição completa da primeira tiragem de cinco mil livros e mil kits de jogos, a apresentação da iniciativa em São Paulo foi também uma forma de enfatizar a importância de ampliar a distribuição desse material educativo para as redes pública e privada de ensino de todas as regiões do Brasil, contribuindo para a formação de novos defensores de nossas riquezas naturais.

Manifestações de interesse no material e de futuras parcerias institucionais que possibilitem a reimpressão dos livros, jogos e miniguias podem ser encaminhadas nos canais de comunicação do Acaia Pantanal (acaiapantanal@acaia.org.br) ,da Chalana Esperança (chalanaesperanca@gmail.com) e Documenta Pantanal

VOZES DO PANTANAL

Em meio aos incêndios florestais que devastaram 26% do bioma sul-mato-grossense em 2020, a coleção Vozes do Pantanal foi idealizada pela Chalana Esperança, projeto criado por quatro biólogas: Daniella França, Luciana Leite, Lua Benício e Cecília Licarião. Editada com o apoio institucional do Documenta Pantanal e do Acaia Pantanal, a coleção teve início com o lançamento de Fogo no Pantanal: a deusa da chuva está machucada, primeiro de cinco títulos voltados à sensibilização das novas gerações sobre a importância da preservação de um dos mais ricos ecossistemas do Brasil. Com narrativa estruturada a partir de poemas criados por Luciana Leite, Fogo no Pantanal reúne versos lúdicos que dialogam com as ilustrações multicoloridas da artista visual Cecília Saro, responsável pelo projeto gráfico das cinco publicações.

Neste primeiro livro é revelado o drama da onça-pintada Amanaci. Vítima dos incêndios florestais que em 2020 causaram a morte de mais de 17 milhões de animais do Pantanal, Amanaci teve as patas severamente feridas e foi resgatada e tratada pelo Instituto Nex, um criadouro conservacionista que há 21 anos luta contra a extinção da onça-pintada no Brasil. Luciana Leite é também autora de Tambanduá-Bandeira e as Estradas do Pantanal, obra que chama a atenção para os reincidentes atropelamentos de animais de diferentes portes da fauna do bioma registrados, sobretudo, na BR-262, principal rodovia de acesso ao Pantanal.

Doutora em Zoologia e coordenadora de Educação Para Conservação da Chalana Esperança, Daniella França assina os outros três títulos da coleção. São eles: Carta do Jacaré-do-Pantanal, que aborda a questão da caça predatória; A Arara-Azul e a Caixinha da Esperança, que destaca as consequências do desmatamento para a perda do hábitat de espécies ameaçadas de extinção e presta um tributo ao trabalho da bióloga Neiva Guedes, presidente do Instituto Arara Azul; e A Grande Aventura do Pintado na Piracema, que adverte para as consequências da pesca ilegal.

JOGOS E MINIGUIAS

Os kits desenvolvidos pela Chalana Esperança também incluem a coleção Pantanal é Animal, composta de um jogo de memória recomendado para crianças acima de 3 anos e formado por 12 cartas com imagens de bichos do Pantanal, e um quebra-cabeças com 60 peças, ambos também ilustrados por Cecília Saro.

O conteúdo educativo é completado com a série de cinco miniguias de identificação de espécies intitulado Animais do Pantanal. Criados com a colaboração de diversos fotógrafos engajados com a defesa do bioma, os miniguias são uma forma de difusão do conhecimento sobre a biodiversidade pantaneira a partir de quatro grupos taxonômicos: aves, mamíferos, répteis e anfíbios.

Com mais de 150 espécies típicas do Pantanal, 35 delas estão em destaque no miniguia de mamíferos. Répteis e anfíbios, que correspondem a cerca de 170 espécies de serpentes, sapos e lagartos encontrados no bioma, tem 32 espécies catalogadas. Mamíferos, com mais de 150 espécies, tem um recorte de 35 destaques. O guia de aves, pela enorme diversidade do grupo, teve de ser desdobrado em três volumes: com cerca de 2 mil espécies em todo o País, 600 delas estão no Pantanal e 132 representantes do bioma foram selecionadas na publicação.

SERVIÇO:

Documenta Pantanal: www.documentapantanal.com.br

Chalana Esperança: www.espacosilvestre.org.br/chalanaesperança

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