investir com corretora ou com banco? Saiba como escolher

 

Para escolher entre investir por meio de corretoras de valores ou de bancos, o ideal é considerar uma série de elementos.

É comum que entre os novos investidores existam dúvidas a respeito de investir por meio de corretoras de valores ou de bancos. Isso acontece porque enquanto os bancos são opções mais tradicionais no Brasil, as corretoras apresentam-se como alternativas que vêm ganhando cada vez mais espaço.

Para saber qual é a melhor solução, o ideal é considerar uma série de elementos, entre os quais estão o momento do investidor brasileiro, as ofertas presentes no mercado e, claro, os diferenciais específicos que bancos e corretoras apresentam.

Investir por instituições bancárias

Os bancos historicamente representam a solução mais tradicional para o investidor brasileiro., por conta de algumas características do mercado nacional que tornaram a opção pelo investimento bancário a mais segura e, em alguns momentos, a mais rentável.

Como em determinado momento da história, mais precisamente entre os anos 1930 e 1950, o investimento na Caderneta de Poupança era a única forma de aplicar no Brasil, a Poupança passou a ser associada a um meio inteligente para fazer o dinheiro render, afinal, na época, esse rendimento girava em torno de 6% ao ano.

Evidentemente, esse cenário foi se alterando com o tempo, de modo que hoje a Poupança sequer figura entre os melhores investimentos do mercado. Entretanto, por conta desse hábito de investir por meio de bancos, ainda hoje eles são muito procurados especialmente por seus próprios correntistas, que veem nessa opção uma alternativa mais fácil dentro do mercado de investimentos.

Aplicar com corretoras de valores

Por outro lado, a mudança do cenário de investimentos tradicionais deu impulso ao surgimento de empresas como as fintechs, startups criadas para inovar no setor financeiro, e as corretoras de valores. Ambas estão inseridas no que se costuma chamar de processo de desbancarização, ou seja, a descentralização do mercado de investimentos que deixa de se concentrar nos bancos em busca de diversificação.

O ponto positivo desse processo é que ele abre caminho para uma maior variedade de soluções de mercado, afinal, as empresas precisam apresentar boas ofertas para atrair clientes. Nessa brecha, as corretoras têm se diferenciado ao apresentar ofertas que colocam o cliente em primeiro lugar, ao contrário do que tradicionalmente acontece com os produtos bancários, que costumam estar associados a um conflito de interesses entre o que é bom para o cliente e o que é bom para a instituição.

Principais diferenças

A partir do início desse processo de desbancarização, as corretoras começaram a ganhar espaço, tirando clientes dos bancos por conta de diferenciais como a isenção de tarifas essenciais para procedimentos financeiros, como a taxa de Tesouro Direto. Aliadas a fintechs que permitiam gratuidade em serviços como transferência via TED e DOC, essas instituições passaram a ameaçar a hegemonia dos bancos.

Mesmo que com o tempo os serviços bancários fossem se adaptando à nova realidade, eliminando cobranças antes tidas como abusivas, ainda hoje é possível encontrar diferenciais significativos nas corretoras de valores, geralmente presentes em suas plataformas de investimento.

Essas empresas entenderam que para ganhar mercado precisam entregar sempre algo mais em relação a seus concorrentes e, por isso, é mais comum encontrar inovações nas corretoras do que nos bancos. Entre alguns dos principais exemplos estão soluções avançadas nas plataformas para traders, seja por meio de ferramentas, seja por meio de serviços.

Qual escolher

Investir no banco onde possui uma conta corrente é algo intuitivamente mais simples para o cliente. Basta entrar em contato com o gerente para fazer a aplicação. O problema é que, como ressaltado, nem sempre os objetivos do gerente são os mesmos do cliente. É por conta disso que cada vez mais surgem reclamações a respeito de resultados de aplicações como títulos de capitalização e a própria Poupança.

Via corretora, por outro lado, é preciso critérios para escolher uma instituição realmente confiável, o que pode levar um tempo de pesquisa e análise de mercado. Além disso, é recomendável que o interessado procure se informar a respeito dos investimentos para atuar por conta própria, embora possa contar com a orientação em uma fase inicial.

Ainda assim, a corretora é uma solução que permite maior autonomia para o investidor e a certeza de que seu sucesso não estará em conflito com os interesses da instituição, uma vez que os lucros da corretora costumam vir das taxas inseridas nas ofertas e da variedade de produtos oferecidos para os clientes.

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