Com alta na demanda, coworkings substituem hotéis em treinamentos corporativos

Mudança no perfil dos eventos corporativos leva treinamentos e encontros de médio porte a espaços flexíveis. (Foto: COW Coworking/Divulgação)

A era dos treinamentos corporativos em salões de hotéis sem janela e com carpete bege está dando lugar ao “Plug & Play” urbano, conceito que descreve espaços prontos para uso imediato, sem necessidade de preparo complexo. Para atrair talentos ao presencial e tornar os encontros mais dinâmicos, grandes empresas e agências têm escolhido coworkings como palco para workshops, treinamentos, kick-offs e reuniões com clientes. O movimento já se reflete na operação do COW coworking, especializado em escritórios flexíveis e eventos corporativos, que hoje realiza cerca de 40 eventos por mês, com públicos de 30 a até 150, registrando crescimento médio de 27% na demanda em 2025.

Ao longo de 2025, o COW Coworking realizou mais de 420 eventos, mantendo uma média próxima de 40 ativações por mês. O dado ajuda a ilustrar uma transformação no calendário corporativo, hoje menos concentrado em grandes convenções e mais voltado para encontros recorrentes de equipes, ativações com clientes e treinamentos presenciais. Nesse novo contexto, o desafio para muitos organizadores deixou de ser apenas encontrar um espaço disponível e passou a ser garantir uma operação sem atritos, com estrutura pronta, equipe de apoio e previsibilidade de custos.

Segundo Camila Rocha, CEO do COW Coworking, a principal demanda das agências está na operação, e não na criatividade. “Para eventos de 30 a 150 pessoas, o desafio raramente é a ideia. O que pesa é a montagem, confiabilidade de internet e audiovisual, clareza de custos e rapidez de resposta. Quando o espaço resolve a infraestrutura, a agência consegue focar em conteúdo, experiência e marca”, afirma a executiva.

O contexto reforça a relevância dessa demanda. Em 2025, São Paulo registrou 1.511 eventos B2B de grande porte, reunindo cerca de 8 milhões de participantes e movimentando R$ 14 bilhões, segundo dados da UBRAFE em parceria com a SPTuris. Apenas no primeiro semestre, foram 3.928 eventos cadastrados, crescimento de 59% em relação ao mesmo período de 2024, conforme levantamento do Visite São Paulo. Nesse cenário, cresce a procura por formatos menores e mais frequentes, que exigem espaços prontos, versáteis e com montagem ágil.

MAIOR FLEXIBILIDADE

Comparado à hotelaria tradicional, o coworking oferece maior flexibilidade operacional e mais modernidade. Em eventos de um dia, o custo final costuma ser 20% menor, principalmente porque não há obrigatoriedade de serviço de alimentação próprio, taxas adicionais de alimentos e bebidas ou cobrança de 10% a 15% de serviço sobre fornecedores. Além disso, a estrutura básica já está incluída, internet de alta velocidade, climatização, mobiliário, TV, recursos de áudio e vídeo e equipe de recepção. O tempo de montagem varia conforme o porte do encontro, de duas horas em formatos simples até 24 horas em produções mais complexas.

Outro fator decisivo é a flexibilidade de layout. Espaços adaptáveis para auditório, mesas em U, oficinas colaborativas ou salas de divisão permitem que o ambiente acompanhe a proposta do evento. A facilidade de fechamento, com contratos objetivos, prazo de resposta claro e possibilidade de reserva de data, reduz fricções comuns na organização.

Para Camila, esse movimento reflete uma mudança cultural nas empresas. “O evento corporativo passou a ser extensão da cultura ágil das organizações. As equipes querem ambientes contemporâneos, com energia urbana e estrutura confiável. Quando a operação é previsível e o custo é transparente, o ganho não é só financeiro, é reputacional”, conclui.

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