
O uso de inteligência artificial para busca de informações sobre produtos financeiros já alcança 9% dos investidores, segundo a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, estudo realizado pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Datafolha. É a primeira vez que a pesquisa mapeia esse comportamento, indicando que a IA passa a integrar a jornada de decisão financeira no país.
Entre os investidores que utilizam os agentes de IA, há uma forte concentração de públicos mais jovens e de maior renda: 49% pertencem à Geração Z e 36% aos Millennials, 58% estão na classe AB e 67% são homens.
“Apesar de ainda estar restrito a uma pequena parcela de investidores, o uso da inteligência artificial está relacionado a um comportamento financeiro mais diversificado e estruturado. A IA não surge como substituta das relações tradicionais, mas como uma camada extra de informação em decisões cada vez mais complexas”, afirma Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima.
Os dados mostram que o uso de assistentes de inteligência artificial (como Chat GPT, Gemini, Claude e outros) está associado a carteiras mais diversificadas. Enquanto 63% dos investidores que não usam assistentes de IA têm a poupança como principal produto financeiro, entre os usuários da tecnologia esse percentual cai para 33%.
Em contrapartida, cresce a presença de outros ativos:
- Títulos privados: 33% (o percentual cai para 19% entre investidores que não usam IA)
- Fundos de investimento: 29% (quem não usa IA: 13%)
- Criptomoedas: 29% (quem não usa IA: 9%)
- Títulos públicos: 14% (quem não usa IA: 5%)
- Moedas estrangeiras: 12% (quem não usa IA: 3%)
Consumo intenso de informação em múltiplas fontes
Os usuários de IA também se destacam pelo alto e diversificado consumo de conteúdo financeiro. Entre os principais canais utilizados estão:
- YouTube: 51%
- Ferramentas de busca: 41%
- Instagram: 38%
- Portais e sites especializados: 35%
- Podcasts: 29%
Mesmo com a predominância do digital, o relacionamento humano continua presente. De acordo com o levantamento da Anbima, 13% apontam o gerente presencial como principal fonte de informação e 6% recorrem ao gerente à distância, indicando que a IA se soma aos canais tradicionais.
O acompanhamento de influenciadores digitais de finanças, os finfluencers, também aparece com maior peso entre quem usa IA: 15%, contra 6% entre os não usuários.
Mais organização financeira e maior intenção de investir
Os investidores que utilizam IA demonstram maior consistência em relação ao dinheiro:
- 74% conseguiram economizar em 2025 (contra 57% dos não usuários)
- Apenas 4% não possuem nenhuma reserva financeira (ante 11% entre os demais investidores)
- A intenção futura acompanha esse padrão: 88% dos usuários de IA pretendem continuar investindo em 2026, acima dos 75% registrados entre quem não utiliza essas ferramentas. Para 53%, o principal motivo para aplicar em produtos financeiros é retorno proporcionado, percentual superior ao observado entre os não usuários (36%).
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