Voltando a uma nova escola, para os alunos é um novo normal

Nutricionista Adriana Stavro explica cuidados com as crianças.

O retorno às aulas será um passo importante, mas ao mesmo tempo, um dilema desafiador.

Desde meados de março, milhares de estudantes estão fora da escola. A vida durante a pandemia está sendo difícil para pais e filhos, que experimentam um modelo pedagógico novo, que para muitos, se tornou um desafio tão grande quanto o combate ao coronavírus.

O retorno às aulas está previsto para o dia 8 de setembro, e será um passo importante, mas ao mesmo tempo, um dilema desafiador. A realidade para os alunos pode ser decepcionante. Seus colegas e professores quase irreconhecíveis por trás de máscaras obrigatórias, as mesas espaçadas demasiadas (1,5m no mínimo), dificultando a conversa e a troca de bilhetinhos com os amigos, os procedimentos de lavagem das mãos agora obrigatória, e para piorar, durante o intervalo os alunos deverão permanecer e respeitar o distanciamento.

A volta será feita em três etapas. A primeira com até 35% dos alunos presenciais, e o restante continuará com ensino a distância. Na etapa 2 (sem data definida), até 70% dos alunos terão aulas presenciais e 30% remoto. Somente na etapa 3 (sem data definida), 100% dos alunos estarão presentes em sala de aula. O critério para escolha dos alunos que irão para a escola, e os que permanecerão em casa nas etapas 1 e 2, ainda não foi definido, mas a previsão é que haja um rodízio entre os alunos (sistema híbrido), reunindo o ensino presencial e o ensino remoto, para que todos tenham a oportunidade de ir para escola pelo menos uma vez por semana.

Para os pais as dúvidas são muitas

– Eu envio meu filho para a escola e arrisco a contaminação, ou o mantenho em casa e corro o risco de repetir de ano?

– O transporte que coloca estudantes e funcionários em contato físico próximo, podem se adaptar para apoiar a saúde e a segurança dos alunos?

– E o horário do almoço? Mesmo com horários escalonados, distanciamento físico de 1,5m entre as mesas e cadeiras, a higiene das mãos é o suficiente para evitar contaminação?

– E a higiene das mãos? Quem vai acompanhar?Principalmente as crianças menores de 6 anos? Em alguns países, no retorno as aulas, os alunos foram orientados a lavar as mãos:
– ao chegar na escola
– antes e depois de ir ao banheiro (óbvio)
– antes e depois de cada refeição (óbvio também)
– depois de assoar o nariz, tossir ou espirrar (deveria ser óbvio também)
– depois de tocar em objetos compartilhados (o ideal neste momento que não seja compartilhado)
– e antes de ir para casa

E o uso do banheiro? Terá alguém para coordenar o número de alunos que entrarão ao mesmo tempo? – E os brinquedos na da educação infantil? Serão compartilhados?

E na hora do almoço ou lanche?

Srs. Pais, lembre-se, a comida é um marcador cultural significativo para todos. No entanto, os protocolos de segurança do COVID-19 mudaram. Porém isso não significa que seu filho(a) tenha que ficar sozinho e isolado.

Pesquisas mostram que comer com outras pessoas ajuda promover coesão social e aumentar a sensação de bem-estar. Em outro estudo que acompanhou 39.000 tailandeses ao longo de quatro anos, os pesquisadores descobriram que aqueles que comiam sozinhos eram mais propensos a serem infelizes. Por isso, almoçar ou lanchar com colegas, pode diminuir o estresse e melhorar o desempenho escolar. Mas claro, sem desrespeitar as regras. Para isso a participação dos pais ou responsáveis neste retorno é fundamental.

Preparem ou incentivem seus filhos a montarem uma marmita saudável ou lanche nutritivo para levarem a escola, isso vai evitar que eles fiquem em filas e em ambientes aglomerados.

Orientem seus filhos:

– Procurem um local agradável que consigam comer com colegas, respeitando o distanciamento e as regras impostas pela escola.

– Evitem restaurantes e filas, e comer o que levarem de casa

– Não esqueçam da garrafa com água

– Coloquem nome ou algo que identifique os objetos de uso pessoal

– Não compartilharem copos, garrafas, talheres, celular, notebook, fones de ouvidos, brinquedos, lápis, borracha e caneta

– Respeitem o distanciamento entre os colegas (mínimo 1,5m), em todos os momentos

– Lavem as mãos frequentemente com água e sabão por 20 segundos (no mínimo), e use um antisséptico à base de álcool em gel

– Não provem a sobremesa do amigo com um talher usado (use um limpo)

– Cubram a boca e o nariz com cotovelo ou lenço descartável ao tossir ou espirrar,e lavem as mãos imediatamente

– Limpem sua cadeira e mesa com álcool 70% antes de sentar-se e ao levantar-se

– Mantenham as unhas curtas, cabelos sempre limpos e presos, e para os homens, se possível, sem barba.

IMPORTANTE

– Para as crianças menores de 6 anos, não é recomendado o uso de álcool em gel 70%, o ideal é lavar as mãos das crianças com água e sabão. A eficiência da lavagem com sabonete, é equivalente à utilização do álcool em gel 70% no controle da propagação da Covid-19. Restrinja o uso do álcool em gel para as ocasiões em que a lavagem das mãos não for possível, e na presença de um adulto. Por isso não é aconselhado colocar álcool em gel 70%na mochila das crianças menores de 6 anos.

É importante considerar:
A merenda escolar desempenha um papel importante na abordagem da segurança alimentar de crianças e adolescentes. As decisões sobre como servir essas refeições é muito importante, e devem levar em consideração o fato de que em muitas escolas,muitos estudantes farão essas refeições gratuitas. Por isso, é importante ficar atento a alguns cuidados que a escola deverá adotar.

Exemplo: – Criará períodos de almoço ou lanche separados para diminuir o número de alunos no refeitório ao mesmo tempo – Utilizará espaços adicionais para as refeições (almoço/lanche)

– Utilizará espaços adicionais para as refeições (almoço/lanche)
– Aproveitará ambientes ao ar livre quando possível (quadra poliesportiva)
– Observará a lavagem das mãos ou uso de álcool gel antes e depois das refeições
– Fiscalizará o não compartilhamento de objetos de uso pessoal, como copos, garrafas, talheres, principalmente entre as crianças menores de 6 anos

Para crianças menores de 6 anos
– Além de todos os cuidados citados acima,a vigilância deverá ser constante, principalmente na hora do almoço ou lanche

Para crianças menores de 2 anos
– O ideal é que permaneçam em casa

Para os alunos que usarão transporte público
– Se precisarem usar o metrô ou ônibus, prefiram horários alternativos com menor aglomeração

– O uso de máscara é obrigatório. Porém ela não nos protege totalmente contra o vírus, apenas da exposição direta pela tosse ou espirro, ficando os olhos sem proteção. A máscara nos faz levar as mãos mais vezes ao rosto, portanto é fundamental manter as mãos limpas e higienizadas

– Ao entrar e sair do ônibus, metrô ou trem, higienizem as mãos com álcool em gel. Tenha sempre na bolsa/mochila um higienizante, que ajuda a deixar as mãos limpas e protegidas, não só contra o novo Coronavírus, mas também contra outros vírus e bactérias

– O vírus não infecta as pessoas pelas mãos, e sim quando elas são levadas à boca, nariz, olhos e ouvidos, por isso, elas devem estar sempre limpas.

– Usem lenços descartáveis, em caso de tosse ou espirro, e o descartem imediatamente após o uso em lixeira adequada

– Ao se apoiar nas barras de apoio, tomem cuidado, pois ali pode conter gotículas de tosse ou espirro, por isso, use álcool gel antes e depois de andar em qualquer transporte público

– Mantenham distância de pelo menos 1,5 metro da outra pessoa

– A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que as pessoas evitem tocar os olhos, a boca ou o nariz, pois são as portas de entrada para o vírus. Assim como, cobrir a boca com a parte de dentro do cotovelo ao tossir e espirrar.

Ao chegar em casa
Em casa os cuidados com higiene e limpeza são fundamentais, especialmente se há, entre os moradores, idosos acima de 60 anos e portadores de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, asma entre outras. Por isso é importante eliminar qualquer possibilidade de espalhar o vírus pela residência

– Tirem os sapatos o os deixe do lado de fora de sua residência
– Não encoste em nada, sem antes, lavar bem as mãos e os antebraços com água e sabão
– Deixem tudo o que estiver carregando na entrada da casa, como bolsas, mochilas, lancheira e brinquedos
– Tomem um banho (inclusive as crianças menores de 6 anos) e lave o cabelo antes de fazer outras tarefas
– Não andem pela casa com a roupa da escola ou que veio da rua
– Higienizem todo o material escolar (mochila, lápis, cadernos e livros)
– A lancheira deve ser lavada

OBS. todos os cuidados se estendem para adultos, crianças e adolescentes

Mais sobre Adriana Stavro:

Adriana Stavro – Nutricionista Funcional e Fitoterapeuta – Especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis – Mestre do Nascimento a Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo.

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