Saiba a diferença entre Cosméticos X Dermocosméticos

Nos dias de hoje além dos cosméticos, é possível encontrar também os dermocosméticos.

Se no passado a oferta de produtos para a pele se restringia apenas a cremes simples, indicados para todos os tipos de pele, sem grandes especificações, nos dias de hoje as opções no mercado são muito diversificadas. Além dos cosméticos, é possível encontrar também os dermocosméticos. Mas você sabe exatamente qual é a diferença entre eles?

Para sanar essas dúvidas, Carlos Correa, gerente de produtos da Mahogany , marca especializada em produzir e comercializar a mais completa linha de cosméticos de alto padrão do país, explica que ambos são preparações de uso tópico, que contém substâncias naturais e/ou sintéticas. No entanto, os cosméticos podem ser aplicados em diversas partes do corpo e possuem a finalidade de limpar, perfumar, proteger e alterar a aparência. Já os dermocosméticos atuam diretamente na morfologia ou fisiologia das células, garantindo uma melhora da saúde da pele.

Os produtos da categoria cosméticos geralmente são utilizados para corrigir, de forma mais rápida, algumas imperfeições, pois possuem baixa penetração, ficando na parte mais superficial da pele. “Por exemplo, para reduzir alguma mancha, é só utilizar um corretivo facial, que irá cobrir determinada área, por exemplo. Porém ao retirar o produto a mancha ainda estará lá”, afirma o especialista. Os mais comuns são aqueles destinados para a limpeza e a proteção cutânea de uma forma geral como: sabonetes líquidos, hidratantes corporais, shampoos, condicionadores, finalizadores capilares, fragrâncias corporais e desodorantes.

Apesar de agir mais superficialmente, os ativos presentes nos cosméticos garantem bons resultados. “O uso de polissacarídeos é bem comum nessa categoria porque atua na prevenção do envelhecimento. Uma vez em contato com a pele, ele vai apresentar um efeito tensor imediato, disfarçando rugas, flacidez, linhas de expressão e realçar o contorno facial. Outro exemplo são componentes umectantes que tem a função de aumentar a hidratação da pele pela capacidade de reter a umidade. Entre eles está o propilenoglicol, a glicerina, a ureia, entre outros”, destaca.

Já os dermocosméticos precisam de comprovação de segurança, eficácia e também informações de restrições. Se usados de forma indevida, podem apresentar riscos ao corpo. “São de venda livre, mas é recomendado uma orientação quanto a indicação e utilização, por isso são prescritos por dermatologistas ou por profissionais habilitados da área da estética, uma vez que dependendo da sua finalidade, podem alcançar grandes profundidades da pele”, indica.

Diferentemente dos cosméticos, geralmente esses produtos apresentam um resultado a longo prazo. Os mais usuais são os de tratamento do envelhecimento e manchas da pele, flacidez, celulite, gordura localizada, prevenção de estrias, queda de cabelo e caspas do couro cabeludo.

Quanto aos ativos, aqueles que modificam a função fisiológica e morfológica celular, melhorando a aparência e a saúde da pele, são permitidos para o uso em dermocosméticos. “Os derivados da Vitamina C estável, que é usado como despigmentante, aumentam a síntese de colágeno e possuem função antioxidante, sendo usados para combater o envelhecimento da pele, clarear as manchas e reduzir rugas”, destaca.

Um outro exemplo é o ácido hialurônico de baixo peso molecular, que possui a capacidade de atrair 1000x mais água para a cútis. “Por ser quimicamente higroscópico, aumenta muito a hidratação, tonicidade, maciez, elasticidade e o preenchimento da pele”, completa o Carlos.

Com relação ao valor de investimento para a aquisição de produtos dessas categorias, o especialista declara que dependerá muito da quantidade, marca e origem. “Geralmente os dermocosméticos apresentam valores mais altos, porque são submetidos a muitos testes de comprovação de eficácia, segurança em uso, entre outros fatores. Além disso, a grande maioria dos seus ativos são biotecnológicos, o que aumenta o custo dentro da formulação”, explica.

Carlos afirma que para melhorar a saúde cutânea é importante aliar um ao outro. “Quando se utiliza algum sabonete líquido, que é um cosmético, ele irá eliminar os resíduos de sujeira das células mortas, deixando-a sem obstrução para melhor penetrar o ativo de algum creme, que é um dermocosmético, ampliando o seu poder de eficácia durante o tratamento da pele. Ou seja, eles se complementam”, finaliza.

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