Mulheres ainda têm renda inferior aos homens, mas diferença salarial diminui

Com alta média de 18% na remuneração, mulheres conquistam o dobro do resultado obtido pelos homens, que foi de 9%.

Apesar de a diferença salarial entre homens e mulheres ter diminuído, elas ainda têm ganhos inferiores a eles.

As mulheres ainda têm renda inferior aos homens, mas registraram aumentos maiores que seu sexo oposto. É o que aponta levantamento da VAGAS.com, líder em soluções tecnológicas de recrutamento e seleção . De acordo com a companhia, as mulheres obtiveram alta média de 18% na remuneração, representando o dobro do resultado conquistado pelos homens, que foi de 9%. O salário médio das mulheres, de 1998 a 2018, saltou de R$ 3232 para R$ 3814 (de 2019 até abril de 2021) enquanto o do público masculino passou de R$ 4070 para R$ 4422.

A pesquisa foi estruturada por meio da divisão de currículos cadastrados no portal VAGAS.com.br de 1998 até abril deste ano. Os CVs foram divididos em dois grupos: de currículos cadastrados de 1998 até 2018, totalizando 14,6 milhões de documentos e outro, de 2019 até abril de 2021, totalizando 3,3 milhões. O intuito desta quebra foi entender duas gerações de cadastrados no site e seus movimentos em relação à remuneração, nível hierárquico e escolaridade.

Apesar de a diferença salarial entre homens e mulheres ter diminuído de 21% para 14%, elas ainda têm ganhos inferiores a eles. “Notamos um avanço nos salários das mulheres nesses dois períodos analisados, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido para que essa distância diminua mais ainda. É uma conquista, mas temos de continuar lutando por mais equidade salarial”, diz Renan Batistela, especialista em Diversidade & Inclusão na VAGAS.com.

MAIOR REPRESENTATIVIDADE

Um dos motivos para esse incremento de renda das mulheres é que elas passaram a ter uma maior representatividade frente ao público masculino no nível de escolaridade. Em todos os níveis elas já são maioria, mas em alguns casos a diferença aumentou ainda mais em relação aos homens. Na pós-graduação, as mulheres passaram de 57% para 63% e no ensino superior, de 56% para 59%. Até o ensino profissionalizante, que até pouco tempo atrás era um ambiente predominado pela presença masculina, agora é dominado pelas mulheres: elas saltaram de 46% para 54%.

“As mulheres estão buscando cada vez mais espaço em todos os setores. Não há mais a figura do homem dominando essa ou aquela profissão. Hoje o mercado está mais maduro e lidando com as questões de gênero com muito mais respeito e profissionalismo”, diz Renan.

O maior volume de mulheres em cursos de qualificação acabou impulsionando a presença feminina não apenas em cargos operacionais, mas também de gerência e alta liderança. Em cargos de diretoria, por exemplo, elas passaram de 43% para 46%. Nos postos de gerência, saltaram de 45% para 49%. “Ainda há predomínio dos homens nesses cargos, mas a diferença está caindo. É um indicador importante e que mostra maior participação feminina em posições estratégicas das companhias”, finaliza.

O levantamento faz parte de algumas iniciativas que a companhia tem realizado para promover a igualdade de gênero e ascensão das mulheres no mercado de trabalho. Entre elas, a realização do evento online e gratuito “Carreira Delas”. Os interessados podem realizar suas inscrições por meio do link http://bit.ly/3uOfI3V.

SERVIÇO:

Para quem não conseguir assistir ou quiser rever, todo o conteúdo ficará disponível no canal do Youtube da VAGAS.com.

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