Líderes empresariais precisam administrar polarização política

 

Escola de negócios da Duke University – uma das mais importantes do mundo – destaca que saber lidar com posicionamento político será fundamental para o futuro das empresas.

Há tempos que as brigas por causa de política não têm mais lugar e hora para acontecer.
Fotos: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil e Ricardo Stuckert

O campo de batalha é variado: pode ser aquele grupo do WhatsApp; o almoço da família de domingo; ou, até mesmo, o happy hour da empresa antes da pandemia. Há tempos que as brigas por causa de política não têm mais lugar e hora para acontecer. Mas, engana-se quem acha que isso é algo que simplesmente pode ser ignorado para que esteja resolvido. O assunto é tão complexo, que a Fuqua Business School, uma das mais importantes escolas de negócios do mundo, está passando uma abordagem diferenciada a seus alunos, atuais e potenciais líderes empresariais, para auxiliá-los com a lidar com polarização política no ambiente corporativo.

“O posicionamento político é algo que sempre existiu, mas, nos últimos anos, temos percebido que ele tem se tornando um elemento importante para o mundo dos negócios, podendo impactar as relações empresariais de diversas formas”, explica o reitor da Fuqua School of Business, escola de negócios da Duke University, William Boulding. “Os líderes empresariais vão precisar saber lidar com essa situação envolvendo seus diversos públicos, como colaboradores, evitando brigas internas, por exemplo; com seus superiores, para não entrar em atritos; com parceiros de negócios ou clientes; dentre inúmeras outras situações”, completa.

E conseguir ter esse “jogo de cintura” não é um trabalho simples, motivo pelo qual a Fuqua Business School optou por orientar os alunos sobre novos tipos de abordagem, como o desenvolvimento do Quociente de Decência, que tem componentes relevantes e necessários para lidar com essas situações.

“As lideranças empresariais trabalham muito com o Quociente Intelectual (QI), que não é, necessariamente, o nível de inteligência de uma pessoa, mas a habilidade cognitiva de cada um, e o Quociente Emocional (QE), que é como cada um lida e utiliza seus sentimentos”, exemplifica Boulding. “Nesse novo cenário, é preciso trabalhar o que chamo de Quociente de Decência (QD), que trabalha a ética, a honestidade, transparência e verdade, que acabam sendo fundamentais para o relacionamento com os diversos públicos”.

Através desse tripé, QI, QE e QD, os líderes empresariais conseguirão implementar melhores práticas de Governança Corporativa, Gestão de Riscos e Comunicação com Stakeholders, evitando que posicionamentos políticos de cada um interferia nos negócios, além de garantir uma comunicação mais eficiente e transparente.

“Para que tenham sucesso, as empresas devem buscar um bom grau de diversidade entre seus colaboradores, o que, necessariamente acarreta diferentes visões de mundo e orientações políticas. E isso é extremamente positivo para o negócio, desde que bem conduzido pela liderança, que deve prezar para que as relações dentro da companhia se deem de maneira respeitosa, independentemente das diferenças de opinião”, resume Boulding.

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