Instituto Ecofuturo lança documentário “Onde a natureza faz história”

Curta apresenta o trabalho de proprietários rurais da região de Mogi das Cruzes, que unem geração de renda à conservação da Mata Atlântica.

O documentário mostra diversos proprietários que transformaram suas relações com a mata remanescente em seus territórios.

O Ecofuturo, organização mantida pela Suzano, lançou nesta terça-feira, dia 7, o minidocumentário “Onde a natureza faz história”. Produzido pelo Instituto e dirigido por Marcio Isensee e Sá, o filme apresenta a história de pequenos e médios proprietários rurais da região de Mogi das Cruzes (SP), no entorno do Parque das Neblinas – reserva ambiental da empresa, gerida pelo Instituto –, que participam de um projeto realizado há mais de dez anos pelo Ecofuturo, com objetivo de apoiar o desenvolvimento sustentável da região, unindo conservação da floresta à geração de renda.

Com apoio de especialistas ambientais, as Oficinas de Manejo Comunitário são realizadas, desde 2008, e promovem a troca de experiências e informações relacionadas a temas de interesse do grupo, como gestão de propriedades rurais, manejo florestal e empreendedorismo sustentável.

O documentário traz o relato de diversos proprietários que, também por meio da participação nas oficinas, transformaram suas relações com a mata remanescente em seus territórios, valorizando a importância da restauração e conservação da Mata Atlântica e, ainda, descobrindo oportunidades de geração de renda a partir do cultivo de espécies nativas, como o cambuci.

Esse é o caso, por exemplo, de Rafael Hussta, que há nove anos participa das Oficinas e hoje comercializa produtos com frutos da Mata Atlântica, além de ser representante de Mogi das Cruzes na Rota Gastronômica do Cambuci. “Sempre tive vontade de trabalhar com frutas nativas da região e, depois de frequentar as Oficinas, comecei junto ao meu pai e minha esposa a nossa própria produção. Hoje fazemos cachaça, geleia, molho de pimenta, farinha, biscoito, entre outros produtos. Para mim, as Oficinas vão além da troca de conhecimentos e são também reuniões de amigos”, conta Hussta.

“Além das trocas e do compartilhar de conhecimentos técnicos e tradicionais, o programa é um espaço para cultivar relações e para o fortalecimento de uma rede de pessoas que compartilham dos mesmos interesses. Por isso, a produção deste documentário mostrou-se fundamental para a valorização das práticas desenvolvidas pelos proprietários envolvidos, e da articulação realizada em mais de uma década pelo Instituto. É uma forma também de promovermos o tema da conservação e inspirar outras iniciativas”, afirma Michele Martins, analista de sustentabilidade no Instituto Ecofuturo.

Outra história relatada no filme é a de João Roberto de Almeida que, em três anos participando das Oficinas, restaurou uma área que havia sido desmatada na sua propriedade. “A Mata Atlântica é um doas biomas mais ricos em biodiversidade do mundo, mas também um dos mais impactados no País. Hoje, restam apenas 12% da sua extensão original, e cerca de 80% da vegetação remanescente encontram-se em propriedades privadas, reforçando a necessidade do trabalho de conscientização em prol de sua conservação”, conclui Paulo Groke, diretor superintendente do Instituto Ecofuturo.

A produção é um retrato do trabalho construído a diversas mãos, em mais de dez anos de programa. O filme aborda a troca de saberes, o cultivo das relações, a promoção do conhecimento e da conservação e, também, a história da área e das pessoas que trabalham pela sua proteção – tudo isso, tendo a Mata Atlântica como cenário para a narrativa. Confira o minidocumentário no canal do Instituto Ecofuturo no YouTube:

Onde a natureza faz história

Em Mogi das Cruzes (SP), produtores rurais contribuem com a proteção da Mata Atlântica e promovem o manejo de produtos florestais, como frutos da palmeira-juçara e cambuci. É uma estratégia que integra o desenvolvimento sustentável e a conservação ambiental. A presença do Parque das Neblinas na região fomentou a criação de uma rede de proprietários que, desde 2008, se reúne para troca de conhecimento, visando a valorização da floresta em pé. Com cerca de 80% dos remanescentes de Mata Atlântica dentro de propriedades privadas, esta iniciativa é fundamental para a manutenção dos recursos florestais e hídricos na grande São Paulo, além da transformação positiva da realidade local.

Trailer

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