Armários cinza: Décor monocromático deixa a cozinha ainda mais moderna e elegante

Projeto assinado pelo escritório Dantas & Passos Arquitetura.
Foto: Maura Mello.

Valorizar uma cor específica em um projeto pode ser sinônimo de elegância. Deixar de lado as misturas é um fator relevante para a monocromia, um recurso muito adotado em projetos de mobiliários. Sinônimo de elegância e sobriedade, o cinza é uma das cores que seguem em alta quando o assunto é eleger um tom para investir sem medo.

Todavia, mesmo com as tendências indicando que seu gradiente de tons pode ser aplicado em vários ambientes, inclusive na cozinha, surge a dúvida: como empregar na marcenaria e não deixar o ambiente tão sério? De acordo com arquitetos que já mergulharam na cor em seus projetos de cozinha, o segredo é dosar para que sua exposição propicie ares de um lugar gostoso, acolhedor e descontraído.

As arquitetas Paula Passos e Danielle Dantas, do escritório Dantas & Passos Arquitetura, Carina Dal Fabbro, do escritório que leva seu nome, e o arquiteto Renan Altera, do Altera Arquitetura, separaram dicas de como eleger o cinza para a marcenaria da cozinha, combinando com o restante da decoração. Tome nota a seguir!

Cozinha assinada pela arquiteta Carina Dal Fabbro.
Foto: Rafael Renzo.

Combinação e estilos

Por se tratar de uma cor neutra, a composição do cinza com outras tonalidades não é uma tarefa complicada. Considerado um tom frio dentro do espectro das cores, o cinza se integra de forma bastante harmônica com os amadeirados e tons quentes, variando de acordo com o ambiente e a decoração.

Em uma cozinha clássica, cores como o preto, branco ou bege são ótimas escolhas que contribuem para projetos repletos de personalidade. Integrado com a madeira, o resultado caminha para um ambiente equilibrado. “Entre suas características, o cinza tem a capacidade de enaltecer as cores que o acompanham, destacando principalmente os tons amadeirados”, releva Carina Dal Fabbro.

Para ambientes com proposta mais descolada, conduzindo para um estilo mais contemporâneo, o cinza pode vir acompanhado por tons mais vibrantes como o turquesa, laranja, verde, amarelo ou até mesmo um pink. Já quem gosta da essência escandinava e clean tem a possibilidade de associar o cinza com madeiras mais claras e tons pastel, enquanto no industrial o décor pode contemplar pitadas de preto e o quente do terracota, muitas vezes presente em elementos com o tijolinho aparente.

Projeto elaborado pelo arquiteto Renan Altera.
Foto: Photons Fotografia | Henrique Ribeiro.

Acabamentos

Junto com a decisão pelo cinza, o acabamento da marcenaria é outro ponto relevante a ser considerado, haja vista deve ser resistente e prático para a rotina de uma cozinha. Dessa forma, o cinza pode marcar presença em laminados, painéis de BP, melamínicos, laca ou MDF revestido em tons mais escuros (grafite) ou claro (cristal) – muito indicados para cozinhas em função de sua solidez. “Para quem deseja destacar o armário com uma base cinza, a laca brilhante se configura como uma excelente opção. O acabamento propicia fácil limpeza e visualmente chama bastante atenção, dando um ar ainda mais primoroso ao cômodo”, explica a arquiteta Carina.

Decoração

Para o arquiteto Renan Altera, do escritório Altera Arquitetura, objetos decorativos como utensílios amadeirados, bandejas, plantas ou mini horta, porta temperos, pratos decorativos, cantinho do café, fruteiras, tapetes e itens de vidro, no geral, são excelentes opções para adornar um ambiente de cozinha predominantemente cinza.

“Independentemente do objeto decorativo, gosto bastante de trabalhar com o contraponto de cor. Itens de madeira, brancos, verdes e vermelhos são os meus favoritos em uma base cinza”, opina a arquiteta Carina Dal Fabbro.

Iluminação

Independentemente da cor da cozinha, a iluminação precisa ser pensada com muito carinho. Além de muito bem distribuída para facilitar o dia a dia, o projeto luminotécnico propicia um clima ainda mais aconchegante e especial.

Projeto de Carina Dal Fabbro.
Foto: Rafael Renzo.

Na cozinha, a iluminação pode ser associada com uma mescla de luzes frias e quentes. Enquanto a fria evoca o contraste e é mais indicada em áreas de preparo, a luz quente emana aconchego, se configurando como a escolha acertada para as áreas de refeições.

“Em cozinhas com armários ou base toda cinza, a luz pode ser absorvida pelos materiais mais escuros. Assim, sempre avaliamos o projeto como um todo para que o ambiente não fique escuro”, sugere Danielle Dantas, do escritório Dantas & Passos Arquitetura. “É recomendável buscar lâmpadas com alto IRC (Índice de Reprodução de Cor) para que a cor dos alimentos não seja alterada“, completa a arquiteta.

Mas não é apenas em armários de cozinha que o cinza é uma tendência na decoração. Em outros ambientes da casa como áreas de serviço, banheiros, dormitórios, home office e sala de estar a cor pode – e deve – marcar presença. “Por se tratar de um tom neutro, elegemos para todos os ambientes, desde que sejam consonantes com o conceito do projeto”, reflete a arquiteta Paula Passos.

Manutenção

Apesar de ser um tom mais escuro, na cozinha o cinza é uma cor que evidencia a sujeira em uma escala menor, em detrimento dos tradicionais branco e bege, que demostram qualquer traço. “Devido sua cor semelhante ao pó, eventuais manchas ou sujeiras demoram mais serem percebidas”, finaliza Renan.

Serviço:

Carina Dal Fabbro Arquitetura

www.carinadalfabbro.com.br
@carinadalfabbroarq

Dantas & Passos Arquitetura

www.dantasepassosarquitetura.com.br

@dantaspassos.arquitetura

Altera Arquitetura

@alteraarquitetura

#MDF

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