Diferenças não significam infidelidade ou falta de companheirismo, diz Roberson Dariel, Médium especialista em relacionamentos.

No casamento, o ideal é que o casal projete o futuro juntos e que, apesar das pequenas diferenças, tenham interesses comuns. Mas e quando essas perspectivas são diferentes? E quando um não quer a maternidade/paternidade? E quando um quer investir em viagens e o outro em uma casa própria? O que fazer para harmonizar os objetivos? O casal, nesses casos, está fadado ao fim? Quais são as possibilidades para que continuem juntos e com amor?
“Antes de tudo, é preciso compreender que essas diferenças não significam infidelidade ou falta de companheirismo. É possível substituir as expectativas de realização de projetos em conjunto por empolgação e incentivo aos da pessoa amada, afinal cada indivíduo tem sua própria bagagem cultural, emocional e pessoal, e essas individualidades não precisam atrapalhar a relação”, diz Roberson Dariel, Médium especialista em relacionamentos e presidente do Instituto Unieb.
Fortalecer a confiança diante da individualidade do outro
O primeiro passo diante da situação é a escuta ativa, buscando compreender os objetivos e vontades da outra pessoa sem julgamentos, e entendendo que a individualidade não representa falta de compromisso com a relação. Pelo contrário, significa uma oportunidade de trabalhar a confiança e o companheirismo, apoiando e incentivando os objetivos da outra pessoa. É possível experimentar acompanhar os compromissos da outra pessoa, vivenciando algo diferente do que costuma fazer, caso haja oportunidade.
Em casos de decisões mais difíceis, como ter filhos, ou aquelas que envolvem maior investimento, como ter casa ou fazer uma grande viagem, a comunicação se torna imprescindível e a conexão existente na relação deve se fortalecer ainda mais. O casal precisa aprender a ceder, negociar e ter empatia pela outra pessoa. “Ambos devem tentar se colocar no lugar do outro, compreendendo as razões e emoções que guiam a visão do parceiro. A empatia pode abrir portas para soluções criativas”, finaliza Henri.
Nem sempre será possível encontrar uma solução que satisfaça 100% dos desejos de ambos, mas encontrar um caminho intermediário pode ser uma alternativa. É útil definir juntos as prioridades do casal a curto e longo prazo. Isso pode ajudar a tomar decisões mais conscientes sobre onde e quando investir tempo, energia e recursos. E quando os desejos são irreconciliáveis, o casal precisa refletir sobre a compatibilidade de longo prazo. Em alguns casos, pode ser necessário avaliar se ambos podem continuar juntos sem ressentimentos ou sacrifícios significativos.
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