91% das brasileiras já foram alvo de golpes financeiros online 

No Dia Internacional da Mulher, estudo da NordVPN revela alta exposição das mulheres a fraudes digitais, impactos emocionais crescentes e desafios na adoção de ferramentas de proteção online.

Os golpes mais comuns direcionados ao público feminino incluem links para páginas falsas de login. (Imagem de garetsvisual no Freepik)
Marijus Briedis, CTO da NordVPN. (Foto: NordVPN)

No Dia Internacional das Mulheres, a NordVPN chama a atenção para um dado alarmante sobre a realidade digital feminina no Brasil: 91% das mulheres já enfrentaram pelo menos uma tentativa de golpe financeiro online nos últimos dois anos. O levantamento revela a dimensão do problema, seus impactos financeiros, emocionais e sociais.  

De acordo com o estudo, cada mulher foi alvo, em média, de 15 tentativas de fraude no período analisado. Dessas, cinco ocorreram diretamente pelo WhatsApp, que se consolidou como a principal porta de entrada para criminosos digitais. O dado ganha ainda mais relevância quando se considera que 21% das brasileiras utilizam o aplicativo por sete horas ou mais por dia.  

GOLPES MAIS COMUNS

Os golpes mais comuns direcionados ao público feminino incluem links para páginas falsas de login, mencionados por 43% das entrevistadas. Em seguida aparecem pedidos falsos de dinheiro, fingindo ser parentes ou amigos (32%), lojas virtuais fraudulentas (32%), mensagens de falsos centros de suporte ou bancos (31%) e falsas ofertas de emprego (30%). Golpes envolvendo boletos e pagamentos via PIX também atingem 26% das mulheres.  

No ambiente específico do WhatsApp, o padrão se repete. Links de login falsos lideram com 22%, seguidos por pedidos de dinheiro enviados por supostos conhecidos, com 20%. A combinação entre alta exposição digital e engenharia social sofisticada cria um cenário de vulnerabilidade constante.  

“Os dados mostram que as mulheres estão cada vez mais expostas a golpes digitais sofisticados, especialmente em plataformas de comunicação amplamente utilizadas no dia a dia. A segurança online deixou de ser apenas uma questão técnica e se tornou um tema essencial de proteção pessoal, privacidade e bem-estar.”, afirma Marijus Briedis, CTO da NordVPN.  

PERDER DINHEIRO E DADOS 

Os impactos vão além das perdas financeiras e atingem também o bem-estar emocional das vítimas. Cerca de 19% relataram piora no estado psicológico após o incidente. Outras consequências incluem bloqueio ou roubo de contas em redes sociais (11%), perda de dados pessoais (11%) e vazamento de informações privadas, como fotos e mensagens (8%).  

Segundo a pesquisa, 30% das mulheres chegaram a perder dinheiro em decorrência dessas fraudes. Entre as vítimas, 45% tiveram prejuízos de até R$ 250, 26% perderam entre R$ 251 e R$ 750, e outros 26% registraram perdas superiores a R$ 750.  

Apesar da gravidade do cenário, as mulheres demonstram comportamento mais cauteloso do que os homens diante de tentativas de fraude. Enquanto 40% dos homens admitem interagir com golpes, apenas 29% das mulheres afirmam ter respondido a uma abordagem criminosa. Quase metade, 49%, prefere simplesmente ignorar o contato suspeito.  

ALERTAS NAS REDES SOCIAIS

Após sofrer uma tentativa de golpe, 46% das mulheres informam seu círculo social, 37% publicam alertas nas redes sociais, 32% reportam o caso à plataforma ou ao banco e 20% formalizam denúncia à polícia. A reação coletiva e preventiva mostra uma rede de apoio ativa, mas também evidencia a necessidade de soluções estruturais.  

Embora 61% afirmem se sentir seguras ao usar o WhatsApp, a adoção de ferramentas técnicas de proteção ainda é limitada. Apenas 14% utilizam autenticação multifator e 22% ativam bloqueios de conversa por PIN ou mensagens temporárias. O contraste entre sensação de segurança e práticas efetivas de proteção reforça a importância da educação digital contínua.  

“Os impactos dos golpes digitais não se limitam ao prejuízo financeiro — eles afetam diretamente a confiança, o bem-estar emocional e a sensação de segurança das vítimas. Embora muitas mulheres já adotem comportamentos preventivos, ainda existe uma lacuna importante na utilização de ferramentas técnicas de proteção. Investir em educação digital e incentivar o uso de recursos como autenticação multifator e proteção de dados pessoais são passos essenciais para reduzir riscos e fortalecer a segurança online”, explica Briedis.  

MULHERES E SEGURANÇA DIGITAL

Para ampliar a compreensão desse cenário, a NordVPN também analisou dados globais do estudo NPT’25 (National Privacy Test). A pontuação média feminina foi de 52%, considerando vida digital cotidiana (47%), conscientização sobre privacidade (47%) e capacidade de lidar com riscos digitais (64%).  

Os dados mostram pontos fortes importantes. 96% das mulheres sabem criar senhas fortes e 94% identificam corretamente ofertas suspeitas de serviços de streaming. Além disso, 92% compreendem quais permissões devem ou não conceder a aplicativos, e 89% entendem como dispositivos podem ser infectados por malware.  

Ainda assim, lacunas técnicas preocupam. Apenas 6% sabem proteger adequadamente a rede Wi-Fi doméstica. Somente 5% compreendem plenamente os riscos de privacidade ao utilizar ferramentas de inteligência artificial no trabalho. Apenas 9% entendem quais metadados são coletados por provedores de internet. 

No total, apenas 5% das participantes foram classificadas como “Cyber Stars”, o nível mais alto de domínio em privacidade digital. A maioria, 59%, está no grupo das “Cyber Adventurers”, enquanto 33% são consideradas “Cyber Tourists”. Esses dados indicam que há consciência, mas ainda falta aprofundamento técnico.  

SERVIÇO:

NordVPN 

Para mais informações, visite: https://nordvpn.com

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