Museu de Arte Sacra inaugura “O GÊNESIS segundo Eva”

“Deus disse: FAÇA-SE A LUZ! E a luz foi feita” | Gênesis 1,3.

O GÊNESIS segundo Eva do grego génesis, “fonte de vida, nascimento, origem”. Obra “Fez-se a luz” de Eva Soban.

O Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS/SP, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, apresenta a exposição “O GÊNESIS segundo Eva”, da artista Eva Soban, sob curadoria de Denise Mattar, composta por 15 elementos em formas tecidas os quais apresentam o mito da Criação do Mundo e a saga do Fruto Proibido segundo a visão da artista. “A proposta da exposição é instigar uma reflexão sobre a necessidade fundamental de enfrentar desafios e proibições, que sempre pautou as escolhas humanas – para o Bem e para o Mal”, define a curadora.

Há um século, nos primórdios do movimento Modernista, a artista Regina Gomide Graz inseriu no segmento das artes plásticas o “fazer têxtil” como forma artística e é nesta fonte que se alimenta Eva Soban para criar obras únicas, delicadas mas com mensagens e conceitos pré-determinados resultantes de pesquisa e estudo constantes. A artista se dedica ao tema há um bom tempo – “No último ano senti um apelo interno, uma necessidade de Luz. Estamos vivendo momentos de vida x morte, dilacerantes. Cercados por crenças e pensamentos questionáveis. Senti essa necessidade de voltar às origens e tentar entender.”

Eva Soban narra os primeiros capítulos do Gênesis usando fios, apropriando-se de sua flexibilidade, tensão e elasticidade, para apresentar uma leitura criativa do relato bíblico. As diversas texturas que emprega, e as variações do plano ao tridimensional, revelam todo o vínculo e o poder ancestral que a fibra pode evocar não perdendo sua contemporaneidade. A instalação estabelece um paralelo com a análise teológica atual, que vê no Gênesis uma síntese “das preocupações universais sobre a origem do homem e do seu mundo, os males que o afligem, e os perigos que o ameaçam”. ‘Faça-se a Luz’, é a primeira ação de Deus, e a artista imagina como seria o Vazio, a Luz Divina se manifestando e rompendo as trevas. “Pensa nas texturas e na plasticidade das galáxias, com suas estrelas, gás e poeira, ligadas por uma força invisível. E, exatamente assim, constrói o primeiro ato da criação: em camadas negras, com fios soltos, ligados de forma invisível, um tecido sem tecido, com brilhos e cores sutis que se sobrepõem, produzindo novas cores”, explica Denise Mattar.

Inseridas no jardim recém-criado, despontam a Árvore da Vida – colorida e tentadora, com muitos frutos e flores, representando a fartura ofertada ao homem; e a Árvore do Conhecimento, do Bem e do Mal, a árvore proibida, negra, com um único fruto, com todas as energias que impulsionam a vida humana. Esse paradoxo deixa perguntas sem respostas…Por que o Conhecimento seria negado ao Ser Humano? Por que os homens preferiram enfrentar a proibição divina? Teria Deus negado o Conhecimento para poupar os homens da Dor? Como uma possível resposta às indagações que na verdade representam a luta incessante que a humanidade deve travar contra as forças do mal, uma luta sem tréguas onde, algumas vezes, o homem é vencedor. Essa redenção, quase sempre temporária, encerra a exposição e é representada por uma chuva de frutos dourados – Fruto Proibido – agora transparentes, suaves, multiformes – e libertos do chão.

SERVIÇO:

Exposição: “O GÊNESIS segundo Eva

Artista: Eva Soban

Curadoria: Denise Mattar

Abertura: 22 de janeiro – sábado – das 11h às 14h

Período: de 23 de janeiro a 20 de março de 2022

Local: Museu de Arte Sacra de São Paulo || MAS/SP

Endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (ao lado da estação Tiradentes do Metrô)

Tel.: 11 3326-5393 – informações adicionais

Horários: De terça-feira a domingo, das 10 às 17h (entrada permitida até às 16h30)

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