

Imagens: MSP/Divulgação
O Movimento dos Sem Palco (MSP), formado por artistas a partir de uma iniciativa do músico e empreendedor cultural Walter Egéa, soma cerca de 200 artistas cadastrados em pouco mais de 10 dias. A ideia da formação ocorreu ante uma série de dificuldades, verificadas neste momento e em anos anteriores, em relação à inscrição de projetos para a Virada Cultural, que anualmente ocorre no terceiro fim de semana de maio, na cidade de São Paulo.
Na reunião com assessores da Secretaria Municipal de Cultura, realizada na tarde desta segunda-feira, 23/03, o manifesto do MSP apresentado reivindicou a prorrogação do prazo de inscrição para a Virada Cultural, em virtude das dificuldades técnicas e dúvidas manifestadas por diversos artistas. “Também pedimos a abertura de discussões sobre o sistema de curadoria, além de mais clareza em relação aos critérios de seleção com relação às inscrições”, declarou Egéa. “Acho que é possível facilitar o acesso à plataforma, pois a realidade é que vários artistas independentes simplesmente acabam desistindo da inscrição por causa dessas dificuldades”, lamentou.
CONFIRA OS DEMAIS ITENS APRESENTADOS NA CARTA MANIFESTO
• CRIAÇÃO DE UMA VIRADA INDEPENDENTE – A criação, já nesta edição, de uma Virada Paralela e Independente, com o propósito de criar espaços para artistas que, ao longo dos anos, têm enfrentado obstáculos para integrar a programação oficial.
• CRIAR MECANISMOS DE ROTATIVIDADE – Por exemplo, estabelecer que os selecionados em 2 edições anteriores seguidas estarão impedidos de participar na subsequente, promovendo rotatividade e oportunidades equitativas.
• OPORTUNIDADES MAIS AMPLAS ÀS PRIMEIRAS E TERCEIRAS IDADES – A programação contemplará uma atenção especial a artistas entre os -23 e +50 anos, valorizando a diversidade etária e experiências variadas.
• DISCUSSÃO SOBRE CACHÊS – Por fim, discutir-se os critérios e a revisão dos cachês, frequentemente elevados quando destinados a determinados artistas. Há, nestes casos, frequentes questionamentos, em relação às suas contribuições limitadas à essência cultural da Virada Cultural, ressaltando a necessidade de alinhamento entre investimento financeiro e valor cultural oferecido.
“Enfim, sentimos falta de isonomia em relação às regras da Virada Cultural e pedimos ampliação e revisão das regras vigentes, com vistas à expansão de seu propósito original, dando PALCO a artistas que se veem alijados do casting dos eventos de maior repercussão”, disse Egéa.
RESPOSTAS IMEDIATAS
1 – A ideia da prorrogação do prazo para inscrições foi bem aceita. Foram solicitadas também, orientações presenciais disponíveis na SMC ou por meio de suporte via WhatsApp (11-9.4752.1778). Tais medidas visam ampliar a participação dos interessados e dirimir dúvidas, ressaltando a necessidade de simplificação e desburocratização dos mecanismos de inscrição.
2 – Estudo de viabilização para um projeto intitulado provisoriamente de “Virada Paralela” será apresentado à secretaria ainda esta semana. Este contará com a participação dos artistas cadastrados no Movimento dos Sem Palco (MSP). Tal projeto busca alternativas inovadoras para a programação cultural, trazendo para Virada artistas que há anos são alijados do processo.
3 – Também foi solicitado o acesso aos dados relacionados às inscrições e aos contemplados para a Virada Cultural 2026, incluindo o número total de inscritos e a lista dos selecionados, com o intuito de garantir transparência e melhor planejamento das ações culturais.
4 – Foi acordado que uma nova reunião será marcada com o secretário Totó Parente para aprofundar os temas tratados. A data depende da agenda do secretário.
Ressalta-se que, caso não haja apoio da SMC para a realização da Virada Paralela (nome provisório) até o término do prazo prorrogado das inscrições, o MSP iniciará imediatamente a elaboração desta iniciativa de forma autônoma.
“Uma informação que nos surpreendeu na reunião foi em relação à parceria que a SMC fez com o Sesc e outros espaços culturais da cidade. Pelo que vimos, grande parte da programação da Virada virá da gestão do Sesc, sem a abertura de editais”, relatou Egéa. “Diante disso, uma comissão designada realizará visita ao Sesc Belenzinho, onde funciona a sede da instituição, para questionar os critérios adotados para a montagem dessa programação, buscando assegurar a inclusão e diversidade dos participantes”, encerrou.
SERVIÇO:
Movimento dos Sem Palco (MSP)
Instagram – https://www.instagram.com/movimentodossempalco.oficial/
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