
O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS), entregou, nesta quinta-feira (20), uma nova unidade do serviço de acolhimento terapêutico na modalidade Casas Terapêuticas, no distrito da Lapa, zona oeste da capital paulista. O evento contou com a participação do vice-governador, Felício Ramuth.
O serviço, desenvolvido pela atual gestão, é voltado para pessoas com transtornos pelo uso de substâncias (TUS) agravados pela vivência prolongada em situação de rua. O objetivo é a melhoria da qualidade de vida, com moradia e desenvolvimento da capacidade de autossustento. No caso da recém-inaugurada unidade Lapa, o atendimento será exclusivo para mulheres e para o público LGBTQIA+.
Na ocasião, o vice-governador, Felício Ramuth, elogiou o trabalho realizado pela SEDS por meio da Coordenadoria de Políticas Sobre Drogas (COED) que, em suas palavras, tem atuado de forma efetiva e rápida na busca por respostas para o problema da dependência química. “É um trabalho multidisciplinar, que envolve outras secretarias e, no caso específico do serviço entregue hoje, a Prefeitura de São Paulo. Então, quero agradecer pela parceria”, afirmou.
Já a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, destacou a importância do serviço, que traz uma abordagem humanizada e individualizada. “Esta inauguração é mais um passo importante para garantir a inclusão e a reintegração dessas pessoas na sociedade. Em breve, vamos entregar mais três unidades deste serviço de Casas Terapêuticas. O compromisso da SEDS é com o cuidado, a proteção, a inclusão, o acolhimento dessa população vulnerável. Precisamos dar a essas pessoas condições para a retomada de sua autonomia”
FASES DOS SERVIÇOS
Com metodologia inovadora, as Casas Terapêuticas foram criadas para romper com quaisquer aspectos de institucionalização e garantir um processo de intervenção baseado em evidências científicas associada ao acolhimento em modelo residencial. Desde o início de 2023, a SEDS já entregou unidades nos distritos de Santana, Vila Mariana, Santo Amaro e Cursino, na capital paulista, além dos municípios de Osasco e Guarulhos. A Casa Terapêutica do distrito Lapa terá custo anual de funcionamento em torno de R$ 2 milhões e capacidade de até 45 vagas.
O serviço de acolhimento na modalidade Casas Terapêuticas é estruturado em quatro fases: Acolher, Despertar, Transformar e Caminhar. Durante o processo, pessoas acolhidas reaprendem tarefas de autocuidado e auto-organização como tomar banho, construir uma comunicação não-violenta, cuidar da casa, das roupas e dos objetos pessoais. Também aprendem novas habilidades sociais, participam de terapias individuais, atividades socioeducativas e culturais.
As potencialidades de cada indivíduo também são trabalhadas, com o incentivo para retorno aos estudos e ao mundo de trabalho, até a conquista da autonomia com renda e moradia. Após a finalização das etapas, a pessoa acolhida continua sendo acompanhada pela equipe técnica por pelo menos seis meses para prevenção de recaídas. O processo de acolhimento pode durar até dois anos.
Por meio da Coordenadoria de Políticas Sobre Drogas (COED), as Casas Terapêuticas atuam de forma articulada com o sistema de saúde (CAPS , CAPS AD, IPER, UBS), assistência social e educação. O serviço no distrito da Lapa conta com coordenadores, psicólogos, assistentes sociais, socioeducadoras, pedagogos, mentores, entre outros.
#CasasTerapêuticas #Mulheres #LGBTQIA+ #Saúde #SEDS #GovernoDeSão Paulo #SaúdePública #Saúde #Lapa










