Goiás atinge balanço “carbono positivo” no uso da terra

Estudo inédito aponta que Goiás já compensa suas emissões florestais, destacando o papel do estado na agenda climática global.

Vegetação em Goiás remove mais CO₂ do que emite desde 2006. (Foto: LGA Comunicação/Divulgação)

O estado de Goiás chega com uma boa notícia para o clima. Um levantamento inédito aponta que, desde 2006, o setor florestal goiano remove mais dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera do que emite. Em outras palavras, o estado alcançou um balanço “carbono positivo” nas mudanças de uso da terra — resultado de uma combinação entre queda no desmatamento e aumento da recuperação da vegetação nativa. As estimativas são do Earth Innovation Institute (EII), organização internacional de pesquisa sediada em Berkeley (EUA), contratada pelo Governo de Goiás. O instituto atua em programas de conservação florestal e desenvolvimento rural de baixo carbono em países como Brasil, Colômbia e Peru.

A análise utilizou dados da empresa Chloris Geospatial Inc., especializada em sensoriamento remoto de alta resolução, a partir de medições diretas da biomassa acima do solo, obtidas por satélite e tecnologia LiDAR, capazes de gerar mapas anuais de estoques e variações de carbono desde o ano 2000 com precisão de até 10 metros. O mapa, a seguir, apresenta o balanço dos estoques de carbono acima do solo em toneladas entre 2000 e 2024.

E o estudo aponta que o ganho de biomassa florestal em Goiás vem crescendo de forma consistente nas últimas duas décadas, impulsionado pela recuperação de vegetação secundária áreas que se regeneram naturalmente ou por meio de plantio após a remoção da cobertura original. A análise indica que, até 2024, o estado apresenta um balanço líquido de 513 milhões de toneladas de CO₂ equivalente.

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