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Terminou no dia 25 de agosto, o 3º Congresso LIV Virtual: Sentir é Aprender. Durante dois dias, importantes nomes do cenário nacional e internacional conversaram sobre aprendizados, sentimentos e emoções, e debateram sobre o paralelo entre aprender e sentir, apresentando as duas temáticas como indissociáveis e igualmente necessárias. Realizado pelo LIV – Laboratório Inteligência de Vida, o evento foi gratuito, aberto a todos e com transmissão realizada pelo canal do LIV no Youtube.
Um dos grandes destaques da edição foi a roda de conversa mediada pela jornalista Glória Maria com a participação da escritora Conceição Evaristo, do MC e escritor Emicida, da historiadora Lilia Schwarcz, da educadora Lília Melo e do psicólogo Lucas Veiga. Durante mais de uma hora, o time conversou sobre como o sentir e o aprender se conectam, e falaram sobre suas diferentes visões, profissões e experiências de vida. “A criança nos ensina muito o que é o aprender. Ela não tem autocensura com o sentimento dela. Se ela está feliz, ela ri, canta, dança. Se ela está triste, ela chora, grita. Então, eu acho que a gente só aprende aquilo que a gente realmente sente. A gente só toma para si, aquilo que interessa, que fala aos nossos sentimentos. Se você pensar no ensino formal, quantas coisas a gente decorou e não lembra mais?”, relata Conceição Evaristo.
Ainda no primeiro dia, em 24 de agosto, o evento trouxe uma entrevista com o psicanalista e escritor francês Charles Melman sobre “Do que nossos adolescentes sofrem?”. Na conversa, Melman citou os problemas e questionamentos enfrentados pelos jovens e como a pandemia pode ter agravado essa situação. “A adolescência é uma fase em que deixa de ser criança e passa a questionar a família. Ele tem a impressão de que ninguém o compreende. Com a pandemia e o isolamento social, o adolescente perdeu a possibilidade de sustentar o pertencimento a um grupo, que tem os mesmos problemas que os seus, e é jogado novamente na família, com convívio 24 horas por dia. Fora do seu grupo e do contato com os amigos, os adolescentes passam a achar que não tem um espaço reservado para eles na sociedade. Com tudo isso, vemos um crescente aumento de casos de suicídio entre os jovens”. Para assistir tudo que aconteceu neste primeiro dia, acesse aqui.
Já no segundo dia (25), o público também acompanhou diversas palestras relacionadas à educação, saúde mental, vulnerabilidade, acolhimento, entre outras. Na conversa sobre “Como está a saúde mental do professor?”, a professora Gina Vieira falou sobre um episódio grave de depressão que a afastou por um ano das salas de aula. “Eu vivi esse episódio de adoecimento mental e ele me mostrou que ser uma professora é estar atenta a sua saúde mental. Ninguém ensina bem adoecido. A recorrência de adoecimentos psíquicos entre profissionais da educação é altíssima em qualquer contexto. Mas agora, no contexto da pandemia, a gente tem que redobrar a atenção em relação a isso”.
Já o educador Eduardo Valladares, durante o painel “Vulnerabilidade é potência”, contou um pouco sobre como as pessoas têm vergonha de mostrar suas falhas e como isso pode afetar a vida. “Vulnerabilidade é o apetite pelo risco. É ter medo de falhar sim, mas é fazer qualquer coisa mesmo com medo. É entrar na arena e não saber qual é o resultado. É assumir sua autenticidade, sua verdadeira identidade. Vulnerabilidade é ato de coragem, ato de se colocar no mundo. Vulnerabilidade é muito mais força do que fraqueza. Quando a gente descobre que podemos ser vulneráveis, isso se transforma em potência”.
Encerrando o evento, o educador espanhol Jorge Larrosa falou sobre “Como a experiência nos afeta na educação” e como essa experiência tem uma importante contribuição na formação e transformação do indivíduo, tanto pessoal como profissionalmente. “A escola não é mais uma máquina de produzir aprendizagem apenas. Nós temos que pensar em uma escola mais rica em experiências, em experiências de mundo, criando assim jovens mais atentos, mais conscientes, mais inteligentes, mais interessados.” Para conferir tudo que aconteceu no segundo dia de congresso, acesse aqui .
O 3º Congresso LIV Virtual: Sentir é Aprender trouxe ainda oficinas exclusivas ao vivo para as mais de 500 escolas parceiras do LIV. Considerado o maior evento sobre educação socioemocional da América Latina, o Congresso LIV já foi realizado em três edições presenciais e, durante a pandemia, inovou em duas edições no formato virtual: completamente gratuitas e com propostas abertas ao público. Nomes importantes no cenário internacional e nacional como Daniel Goleman, Domenico de Masi, Edgar Morin, Howard Gardner, Paul Tough, Rosely Sayão, Christian Dunker e Alexandre Coimbra, além dos influenciadores Lázaro Ramos, Ingrid Guimarães e Bernardinho já participaram do evento.
“O Congresso LIV foi um sucesso! Conseguimos apresentar um tema tão necessário e urgente para milhares de pessoas, trazendo a importância do desenvolvimento socioemocional, na escola e para além de seus muros. Trouxemos uma diversidade de olhares sobre o sentir e o aprender, e debates profundos, através da opinião de convidados muito especiais. Obrigada a todos que acompanharam. E, para quem não conseguiu assistir ao vivo, é possível ver na íntegra tudo que rolou pelo Canal do LIV no YouTube”, conta Fabiana Decnop, gerente executiva de marketing do LIV.
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