Entenda os 6 pontos que estagnam o crescimento do País

Brasil enfrenta o quarto trimestre seguido de queda do nível de atividade, segundo Índice de Atividade Econômica (IBC-Br).
Brasil enfrenta o quarto trimestre seguido de queda do nível de atividade, segundo Índice de Atividade Econômica (IBC-Br).

De acordo com Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), do Banco Central, divulgado dia 18 de novembro, o Produto Interno Bruto (PIB) teve queda de 1,41% no terceiro trimestre deste ano. Este é o quarto trimestre seguido de queda do nível de atividade do País. De acordo com o Instituto Brasileiro de Educação em Gestão Pública (Ibegesp), a crise fiscal, o baixo índice de confiança do empresariado, a burocratização, elevação da carga tributária, falta de eficiência da gestão e a falta de reforma tributária são os principais itens que impedem o Brasil de voltar a crescer.

Confira os seis pontos que empacam o crescimento do País, de acordo com Marcel Caparoz, mestre em economia e consultor do Ibegesp:

1 – Crise fiscal. O governo aumentou muito os gastos nos últimos anos, acima do PIB e das receitas e agora tenta reverter a situação e encontra dificuldades para isso. No Brasil, é mais fácil aumentar os gastos do que reduzir, principalmente devido às vinculações do orçamento. Foi essa dificuldade em equilibrar as contas que fez as agências de rating rebaixarem a nota de crédito do Brasil.

2 – Baixo índice de confiança do empresariado. A dificuldade em lidar com a questão fiscal também tem afetado negativamente a perspectiva dos empresários. Diante da falta de confiança e de incerteza no futuro, a opção dos empresários acaba sendo por não investir, o que dificulta ainda mais o crescimento econômico do País. O importante agora é retomar a confiança para estimular investimentos e, para isso, é preciso desenhar um plano fiscal para os próximos anos que seja crível e alcançável.

3 – Burocratização. O Brasil também perdeu eficiência nos últimos anos devido à burocracia e falta de infraestrutura, inclusive com perda de espaço no mercado internacional.

4 – Elevação da carga tributária. Um problema crônico no Brasil é que diante de crises os governos normalmente optam por aumentar as receitas via elevação da carga tributária ao invés de reduzir despesas e, desta vez, não foi muito diferente, pois, apesar das tentativas do governo de controlar os gastos, o maior foco para arrumar o orçamento está na elevação das receitas. O problema deste modelo é que ele aumenta o custo de produzir no País, elevando os preços dos produtos e reduzindo a competitividade brasileira no mercado internacional.

5 – Falta de eficiência da gestão. Falta eficiência na gestão dos gastos do governo, ou seja, é preciso cada vez mais fazer mais com menos recursos, item que não está sendo levado em consideração no momento como prioridade governamental.

6 – Falta de reforma tributária. Não se pode deixar de mencionar a questão tributária. O sistema brasileiro é não apenas oneroso, mas bastante complexo. De fato há muitos anos se fala em reforma tributária, sempre sem êxito. Neste cenário político conturbado a possibilidade de uma ampla reforma tributária parece ainda menor. Para ajudar o País a sair da recessão, a simplificação fiscal seria um bom caminho, pois problema dos tributos não é apenas seu custo direto, mas também a dificuldade que o empreendedor brasileiro tem para compreender o complexo sistema fiscal brasileiro e isso tem um custo operacional, que de alguma forma passa para o produto final. Simplificar não apenas reduziria o custo para os atuais empreendedores, como poderia atrair mais empresas para o mercado, aumentando a nossa oferta de bens e serviços.

O Ibegesp

O Instituto Brasileiro de Educação em Gestão Pública é uma associação educacional e científica sem fins lucrativos, instituída com o objetivo de disseminar as melhores práticas de gestão pública por intermédio da educação continuada. Assim, junto a profissionais capacitados para dissertar sobre diversos temas é promovida a eficácia dos procedimentos internos e elevado o nível da prestação de serviços públicos aos cidadãos. Para mais informações, acesse: www.ibegesp.org.br

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