O guia para recuperar a pele após dias de sol, mar e calor

Médica explica como três tratamentos combinados conseguem tratar inflamação, manchas e textura da pele depois de uma temporada de férias de verão.

A pele sente os efeitos do sol mesmo após duas semanas depois. (Foto: AdobeStock/Divulgação)

O verão costuma deixar um rastro silencioso na pele, mesmo quando a viagem foi perfeita. Dias de sol intenso, água salgada, piscina, calor constante e ar-condicionado formam uma combinação que desequilibra a barreira cutânea, estimula a inflamação, intensifica manchas e acelera a perda de colágeno.

Um estudo conduzido pela Manchester Biomedical Research Centre, no Reino Unido, mostrou que a pele permanece com alterações imunológicas por pelo menos duas semanas após exposição solar. É justamente nesse momento de maior vulnerabilidade que a combinação de tratamentos consegue ajudar a pele a se recuperar dos danos.

Segundo a médica Mariana Veloso, a força de um protocolo bem desenhado está justamente na capacidade de agir, ao mesmo tempo, sobre diferentes mecanismos biológicos. “No verão, a pele sofre uma combinação de agressões: radiação UV, calor, inflamação, aumento da oleosidade, risco de mancha. Quando unimos tecnologias como ADVA, SylfirmX e ExoCoBio, conseguimos atuar em múltiplos mecanismos ao mesmo tempo, que é exatamente o que a pele precisa nessa época”, afirma.

Tecnologias a favor da saúde da derme

O ADVA, um laser de luz amarela desenvolvido para tratar a pele com alta eficácia, de forma suave e sem tempo de recuperação, reduz inflamação, trata vasinhos, acne, rosácea e pigmentação, enquanto estimula o colágeno de forma controlada. Em uma temporada em que a pele fica naturalmente mais reativa, essa ação anti-inflamatória é fundamental para reverter o chamado “estresse solar”, responsável por boa parte das queixas que surgem após as férias.

Enquanto isso, o SylfirmX trabalha em uma camada mais profunda da pele. Como combina radiofrequência pulsada e contínua ao microagulhamento, o modo pulsado contribui para tratar melasma, vasos, inflamações, rosácea e acne, enquanto o modo contínuo foca em melhorar firmeza, textura, rugas, promover efeito lifting e estimular a produção de colágeno. “O SylfirmX é seguro para todos os tons de pele porque utiliza radiofrequência, que não é absorvida pela melanina como os lasers ablativos. Isso reduz o risco de hiperpigmentação”, explica a médica. É uma vantagem determinante, especialmente para peles negras, que têm maior tendência à hiperpigmentação pós-inflamatória, um desafio frequente no verão.

A terceira peça do protocolo, o Exocobio, deriva da terapia com exossomos da rara rosa de damasceno, funciona como um “acelerador” da recuperação cutânea, melhorando hidratação, fortalecendo a barreira e reduzindo a síntese de melanina. “Os exossomos reduzem o dano causado pelo sol e potencializam a recuperação da pele após procedimentos”, diz Dra. Mariana. É uma tecnologia que ajuda a pele a responder melhor aos lasers e manter a vitalidade mesmo após o estresse ambiental da temporada.

A combinação entre as três frentes permite tratar, ao mesmo tempo, a causa, a consequência e a manutenção do dano solar: manchas evidentes, melasma que escureceu nas férias, vermelhidão persistente, poros acentuados, acne pós-calor, linhas mais marcadas e textura áspera tendem a melhorar de forma mais eficiente quando o tratamento aborda diferentes camadas da pele.

Atenção especial no pós-sol

A segurança do protocolo, no entanto, exige atenção ao tempo pós-sol. Após uma exposição solar intensa, a pele entra em um estado inflamatório chamado eritema solar, mesmo quando não há uma queimadura evidente. “Nesses casos, eu prefiro adiar qualquer procedimento energético, mesmo os considerados seguros, até que a pele volte ao seu estado basal”, alerta a médica. Vermelhidão, ardência e descamação são sinais de que a barreira cutânea precisa ser reparada antes de qualquer intervenção.

O intervalo médio recomendado após uma exposição intensa é de duas a quatro semanas. Para exposições leves, sem alteração visível da pele, esse tempo pode ser menor, mas sempre depende de avaliação clínica.

Quando o protocolo pode ser iniciado, o número de sessões varia: geralmente de três a seis sessões de SylfirmX, de uma a quatro de ADVA, e o uso de ExoCoBio em todas as consultas, com manutenção domiciliar por 30 a 60 dias. A combinação das três tecnologias representa, assim, uma abordagem completa para o pós-verão: desinflama, clareia, reestrutura e fortalece.

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