Paraguai como destino para as empresas​​​​​

País vizinho tem atraído cada vez mais empresários brasileiros. (Imagem de wirestock no Freepik)

Alta carga tributária, escassez de mão de obra e insegurança jurídica são alguns dos motivos que cada vez mais têm levado empresários brasileiros a investir no Paraguai. País que, por muitos anos, teve sua imagem atrelada às compras de mercadorias na fronteira, hoje é o segundo no mundo que mais atrai investimentos estrangeiros com sua política liberal, e o Brasil lidera a lista.

O empresário são-bentense Jonathan Roger Linzmeyer tem se especializado no processo de internacionalização de empresas e já investe no Paraguai. Atualmente, ele também tem feito consultoria tanto para pessoas jurídicas como para pessoas físicas que buscam alternativas não só para investir, como para morar. “A questão fiscal hoje é o que mais atrai. Lá no Paraguai existe o sistema 10/10/10, que é 10% de imposto de renda para pessoa física, 10% de imposto de renda para pessoa jurídica e 10% de IVA, que é o imposto para vendas de produtos”, destaca.

Diferentemente do que muitos imaginam, o Paraguai também é um país bastante estável economicamente, com leis claras e rígidas, o que garante segurança jurídica e previsibilidade para os investimentos em novos negócios. “É o único país da América Latina que há mais de 80 anos possui a mesma moeda, o Guarani. A inflação também é bastante controlada e o governo fiscaliza com seriedade a origem de recursos”, explica Linzmeyer, que também é coordenador do programa de Internacionalização da Fundação Empreender, braço técnico da Federação da Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), que anualmente organiza missões ao Paraguai e outros países.

BAIXA INADIMPLÊNCIA

O empreário Jonathan Roger Linzmeyer. (Foto: Acervo Pessoal/Divulgação)

Conforme o empresário, um exemplo desta questão é que, no Paraguai, caso uma empresa emita cheque sem fundo, ela está cometendo um crime e pode ser fechada imediatamente pelo governo. Por conta disso, o índice de inadimplência é bastante baixo. “Muita gente acha que não, mas o Paraguai é um país muito seguro, tanto da parte da segurança pública quanto da parte da segurança jurídica para negócios”, reforça.

Além disso, o governo combate de forma intensa crimes financeiros. Caso o dinheiro que entre no país seja de origem duvidosa, ele é imediatamente bloqueado até que seja comprovada sua origem. “Se alguém pensa em ir para lá pra fazer alguma coisa errada, não vá”, alerta. “Muitos desconhecem, mas 3 km para dentro da fronteira, onde é a área de comércio, existe outro Paraguai, muito mais organizado”, completa.

INCENTIVOS

Para a indústria, o Paraguai possui, desde a década de 1990, a Lei Maquila e outras que favorecem a importação de matéria-prima isenta de tributação e cobra apenas 1% para venda. Isso torna os produtos bastante competitivos no cenário global. Além disso, o custo da mão de obra é muito menor se comparado ao Brasil. No Paraguai, o salário mínimo é maior que o brasileiro; porém, as empresas pagam somente 16,5% de impostos, enquanto que no Brasil este índice pode chegar a ultrapassar a barreira dos 70%. “Lá não existe sindicato, custos atrelados aos salários ou para os empresários. O foco do governo é gerar emprego e fazer a economia girar”, explica.

Por conta das ações do governo para estimular a economia, o PIB do Paraguai tem projeção de crescer 5,2% no próximo ano, ante cerca de 1,5% do Brasil. “O governo paraguaio oferece um ambiente de negócios que tem atraído empresas de todo o mundo, não só do Brasil. E por se tratar de um país centralizado no Mercosul, favorece a venda dos produtos para diferentes países da América do Sul e também do restante do mundo”, detalha Linzmeyer.

No quesito exportação, como é o caso de muitas empresas de Santa Catarina, Jonathan explica que as alternativas adotadas pelas empresas são os portos do Uruguai, com a mercadoria sendo levada via barcaças, ou o porto de Paranaguá, com o transporte terrestre. Existem também tratativas com o governo de Santa Catarina para a utilização dos portos do Estado. “Se compararmos com empresas catarinenses, o custo é muito maior, pois estamos no lado de portos. Trazendo do Paraguai, o valor é muito maior, mas quando se analisa o custo total do produto, mesmo com frete mais caro, estamos falando de uma economia que gira de 40% a 60% no custo final de produção”, destaca.

Com a inauguração da nova ponte que liga o Paraná ao Paraguai, Linzmeyer acredita que o custo e o tempo dos fretes terrestres devem reduzir, pois os caminhões vão utilizar este trajeto para transporte de mercadorias. Graças a esta facilidade de ligação dos dois países, existe alta procura por investimentos imobiliários no Paraguai e também para saída fiscal. “Estas têm sido uma das principais procuras que estamos tendo nos últimos dias aqui no Grupo Linz”, revela. Por conta dessa alta demanda, Jonatan também atua com mentorias e consultorias para empresas.

SONHO X REALIDADE

De acordo com Jonathan, apesar de muito se falar em Paraguai nos dias atuais, não é um país para quem simplesmente pretende se mudar para lá em busca de emprego. Neste caso, ele recomenda que fique no Brasil. “Aqui no Brasil estamos tendo um apagão de mão de obra e, com isso, quem quer trabalhar acaba tendo oportunidades melhores, com salários maiores pagos pelas empresas para não perder o profissional. Lá no Paraguai existe muita mão de obra. Exceto se você é um gestor de empresa, uma pessoa com muita experiência. Este tipo de profissional é muito valorizado lá, inclusive por empresários paraguaios”, explica.

Já para quem pretende investir e abrir um negócio no Paraguai, Linzmeyer avalia que 40% da possibilidade de sucesso envolve o conhecimento da cultura local. Não é simplesmente chegar e abrir um negócio sem conhecer como o povo paraguaio atua. “O Paraguai oferece muitas oportunidades, mas também existem desafios. Por isso, é bom analisar e pensar bem antes de tomar qualquer decisão, seja para abrir um negócio ou ir morar lá”, conclui.

SERVIÇO:

Quem tiver interesse em saber mais sobre investimentos, tanto empresarial quanto imobiliários, e mudança do domicílio fiscal para o Paraguai, pode entrar em contato com Jonathan pelo telefone (47) 98825-8556 ou pelo email jonathan@grupolinz.com.br.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*