Tecnologia com ozônio aumenta qualidade e higiene de alimentos

Até 80% das frutas e verduras é perdido no transporte e nas centrais de abastecimento.

Por Carlos Heise

Hoje, o Brasil está entre os três maiores exportadores agrícolas do mundo, porém boa parte dos alimentos não chega até o destino final. Conforme um levantamento realizado pela Embrapa, até 80% das frutas e verduras é perdido no transporte e nas centrais de abastecimento. Um dos ganhos ao se utilizar ozônio é o controle de liberação do etileno em frutas e a desinfecção de verduras e legumes, o que garante maior tempo de prateleira.

Mas, antes, é necessário compreender que existem estudos competentes, como o realizado pelo Departamento de Agricultura Vegetal, da Universidade de Guelpo, que constatou a eficácia do gás de ozônio em câmaras frigoríficas, com a finalidade de reduzir o nível de etileno no ar e, consequentemente, nas frutas e verduras. Hoje, é possível encontrar diversos estudos online relacionando a eficiência do gás com o aumento do shelf life de FLV (frutas, legumes e verduras). A aplicação do ozônio já é conhecida no mundo todo para tratamento de água e ar, por ser extremamente eficaz na descontaminação, e agora está se tornando conhecida também no tratamento de alimentos.

Os geradores de ozônio têm outra função igualmente importante, que é o seu efeito antimicrobiano. Estudos apontam que o tratamento com o gás ozônio tem capacidade fungicida, bactericida e até mesmo viricida, o que aumenta a qualidade tanto de alimentos vegetais quanto de alimentos animais. Pepinos, por exemplo, tiveram sua resistência microbiana potencializada após o armazenamento em câmaras frias com ozônio.

Por esses resultados altamente positivos, a Panozon desenvolveu o sistema Oxiativa CF para câmaras frias do setor agrícola e supermercados, que funciona através de liberação automática do gás de ozônio. Com essa nova possibilidade, agronegócios poderão aumentar o shelf life de seus produtos e evitar desperdícios.

Vale ressaltar que o sabor das frutas e verduras submetidas ao gás de ozônio também é uma questão importante a ser levada em consideração. Em teste recente, foi constatado que uvas armazenadas em câmaras frias com o ozônio apresentam uma sensação muito mais agradável ao paladar, do que outras mantidas em um ambiente com dióxido de enxofre.

Como já comprovado, o ozônio tem competência de limpeza e eliminação de vírus, fungos e bactérias, por isso, o gás também é indicado para uso em frigoríficos e peixarias, algo que até então não era tão comum. Utilizando somente ele durante o processo, o equipamento realiza o controle da contaminação das carnes, elimina odores indesejáveis e oferece mercadorias mais seguras para o consumidor.

Para o mercado brasileiro, a utilização de equipamentos à base de ozônio é uma atividade exponencial, já que até então utilizavam outros componentes pouco rentáveis. Os geradores de ozônio (gás que é produzido a partir do próprio oxigênio) são comercializados aqui em nosso país com um custo amigável ao consumidor final, já que a fabricação é totalmente local. Além disso, não há necessidade de refil, filtro ou manipulação de insumos – os geradores são totalmente automáticos.

O que se vê no mercado são máquinas, muitas vezes com células trazidas da China, que em poucos meses de uso já não funcionam mais. Os geradores produzidos em território brasileiro contam com tecnologia própria, o que garante uma geração de ozônio bem mais estável. Além disso, esse tipo de tecnologia apresenta uma vida útil estimada em mais de 10 anos.

Carlos Heise é engenheiro e CEO da empresa Panozon

@Embrapa #FLV @Panozon #OxiativaCF

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