Sociedade de Pediatria alerta sobre importância da imunização de bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou boletim informativo sobre o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para alertar os pediatras sobre a importância da imunização de bebês prematuros. A nota informativa é assinada pelo presidente do Departamento Científico de Imunizações da SBP, dr. Renato Kfouri, e pela diretora de Cursos e Eventos da instituição, dra. Lilian Sadeck.

Acesse aqui a íntegra do boletim.

O VSR é o principal agente causador de infecção do trato respiratório inferior de crianças nos primeiros anos de vida e assume maior gravidade quando acomete bebês prematuros, cardiopatas e portadores de doença pulmonar crônica da prematuridade.

Profilaxia - Sua sazonalidade é bem reconhecida, e se inicia mais precocemente na região Norte e Nordeste do país (fevereiro) e mais tardiamente no Sudeste e Sul do Brasil (abril). “Porém, neste período pré-estacional, os pediatras devem estar alertas, e reconhecer as crianças candidatas à profilaxia, cujos pais devem ser orientados para a prevenção antes do início da próxima temporada de maior circulação do vírus”, explicam os especialistas.

O palivizumabe é um anticorpo monoclonal específico contra o VSR, e quando administrado em bebês de risco, evita hospitalizações e formas graves da doença. Disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) já há alguns anos, e em 2018, após pleito da SBP, foi incorporado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no seu Rol de Procedimentos, tornando sua cobertura na saúde suplementar, a partir deste ano, obrigatória.

Atualizações– A SBP publicou, através dos Departamentos Científicos da Imunização, Infectologia, Neonatologia, Cardiologia e Pneumologia, em 2017, a atualização de sua diretriz sobre o manejo das Infecções causadas pelo VSR, onde faz as recomendações sobre o uso do palivizumabe (http://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/20277e-Diretrizes_VSR.pdf).

“Reforçamos que, além da profilaxia disponível para os grupos mais vulneráveis, a lavagem das mãos, o uso de álcool gel, o incentivo ao aleitamento materno, evitar ambientes fechados e aglomerados, além da exposição ao tabaco e a pessoas com quadros respiratórios é fundamental para a prevenção de doenças respiratórias na criança”, orientam os especialistas.

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