Projeto Coral Vivo mostra dados animadores sobre a vida marinha em Porto Seguro na Bahia

 

Pesquisa foi realizada no fim de fevereiro utilizando o método internacional de monitoramento Reef Check.

Os pesquisadores observaram que não foram identificadas colônias que apresentassem coloração pálida no local.

De 24 a 26 de fevereiro, o Projeto Coral Vivo saiu em expedição ao Parque Municipal Marinho do Recife de Fora, em Porto Seguro, para monitorar a saúde dos ambientes recifais e os dados coletados foram animadores! Os pesquisadores observaram que, contrariando a previsão de branqueamento dos corais neste verão, não foram identificadas colônias que apresentassem coloração pálida no local. Relacionado principalmente com o aumento da temperatura da água dos oceanos, o branqueamento dos corais é um fenômeno que vem se agravando no mundo todo e acarreta o comprometimento da saúde destes ecossistemas marinhos. Sob o comando de Fábio Negrão, coordenador regional do Reef Check Brasil no sul da Bahia e coordenador de Sensibilização do Coral Vivo, os pesquisadores do projeto acreditam que a passagem da La Niña, fenômeno natural que diminui a temperatura média das águas do Oceano Pacífico, tenha colaborado para minimizar o impacto climático este ano. ASSISTA ABAIXO O VÍDEO DA EXPEDIÇÃO:

Outra boa notícia relatada pelos mergulhadores foi a grande quantidade de filhotes de peixes de espécies como Badejo, Budião e Vermelho, muito comercializadas pelos pescadores: “Acreditamos que a área protegida do Parque Municipal Marinho do Recife de Fora está fazendo seu papel como berçário, dando condições para o repovoamento das áreas de pesca que ficam no seu entorno”, afirma Fabio Negrão.

Nas expedições, a equipe do Projeto Coral Vivo, patrocinada pela Petrobras há 15 anos em ações na costa brasileira, utiliza o protocolo Reef Check para registrar todos os dados encontrados. Trata-se de um monitoramento global de recifes de coral que realiza levantamento em cerca de 150 países, desde 1997, com o objetivo de monitorar a saúde dos corais e relacionar os resultados a eventos globais (mudanças climáticas) ou locais (impactos provocados pela pesca, poluição e turismo) e propor soluções para o manejo.

O Reef Check conta com a participação comunitária, promovendo e valorizando o conhecimento das pessoas que vivem do mar e conhecem o dia a da das espécies: “Além de obter informações importantes, esse processo valoriza o conhecimento tradicional dos homens e mulheres que vivem do mar, reforçando, assim, a participação da comunidade na ciência”, diz Fábio Negrão.

Para que o protocolo seja perpetuado e cada vez mais pessoas participem de ações como esta, no fim do mês de março o Projeto Coral Vivo vai capacitar jovens voluntários locais e fomentar a Ciência Cidadã. Haverá treinamento com uma equipe capacitada através de aulas teóricas online e aulas práticas em Arraial D’Ajuda e em Porto Seguro, BA. Através desta capacitação, os voluntários vão adquirir conhecimentos sobre os recifes de coral – ecossistema que faz parte da vida cotidiana dos moradores locais –, serão apresentados ao método científico e vão aprender conceitos sobre a importância do monitoramento continuado de longa duração.

A pesquisa realizada no fim de fevereiro pelo Projeto Coral Vivo em Porto Seguro acontece há mais de 10 anos, sempre uma vez por ano, em parceria com pesquisadores da UFPE, IRCOS, PNM dos Abrolhos e CEPENE/ICMBio.

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