GS1 Brasil propõe o Carnaval 4.0 no desfile da Rosas de Ouro

A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil integra o projeto “Tempos Modernos” no primeiro Carnaval digital interativo da história, promovido pela escola Rosas de Ouro.

Fantasia “Código para o Futuro” será rastreada para monitorar a devolução e o reaproveitamento dos materiais.

Com o objetivo de interagir com a sociedade sobre os benefícios que a revolução da indústria 4.0 já traz para a população, a escola de samba Rosas de Ouro e a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil levam muita tecnologia para o Sambódromo de São Paulo no Carnaval 2020. Em uma iniciativa inédita no Carnaval paulista, a associação programou para o desfile soluções com tecnologia embarcada como, por exemplo, um chip implantado em aproximadamente 2 mil fantasias da escola para monitorar a evolução de todas as alas no Sambódromo. Esse mesmo chip servirá para acompanhar o processo de devolução e descarte dos materiais usados na confecção das fantasias da Ala das Baianas e da “Código para o Futuro”, numa ação de sustentabilidade – como sempre foi a preocupação da Rosas de Ouro. Agora, todo o processo será demonstrado com mais eficiência e menos perdas.

A parceria entre a associação e a escola faz parte do o projeto “Tempos Modernos”, que tem a proposta de discutir com a sociedade o impacto da Revolução 4.0 que está em curso. A proposta tem como carnavalesco responsável André Machado. Para cumprir esse objetivo, foi criada a fantasia “Código para o Futuro”, que tem como elemento principal um QR Code como ícone da GS1 Brasil. Na fantasia, o código poderá ser lido pelos foliões com um smartphone para abrir um aplicativo com filtro onde ele se integra ao figurino. Esse código também estará disponível em um leque de brinde aos foliões. Esse é um dos trajes que terá o chip instalado. Ele vai ajudar a organização da escola a acompanhar a evolução no Sambódromo.

Antenas de captação de sinal por radiofrequência receberão informações dos integrantes da escola durante o desfile por meio dos chips. Cada ala terá informações como horário de entrada, tempo de desfile em cada setor do sambódromo, evolução e outras informações que auxiliarão os dirigentes a organizar o desempenho.

A GS1 Brasil realiza ações de integração dos foliões com novas tecnologias por meio dos códigos ao longo da sua jornada desde os ensaios na quadra da Rosas de Ouro até o dia do Carnaval no Sambódromo. Na questão da sustentabilidade, a escola saberá como as fantasias “Código para o Futuro” e da Ala das Baianas foram usadas e quais foram devolvidas para que tenham o destino correto e o reaproveitamento do material para outras finalidades. Ou seja, o chip dará à escola a capacidade de rastrear as fantasias após o Carnaval.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, João Carlos de Oliveira, “nesta, que é a maior festa popular do país, demonstramos como a tecnologia vai nos ajudar na produtividade e na preservação do meio ambiente com a rastreabilidade dos materiais usados nas fantasias; é uma iniciativa inédita no mundo que vai se converter num caso de sucesso de projeção internacional”. As tecnologias apresentadas no enredo da Rosas de Ouro são inovações como realidade aumentada, robótica e dispositivos vestíveis, que colaboram para melhorar a qualidade de vida, além de trazer mais eficiência para as empresas em várias áreas da sociedade como saúde, agricultura e alimentos.

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