Dermatologista explica qual a diferença entre a pele desidratada e a pele naturalmente seca

Pele desidratada não é sinônimo de pele seca e problemas devem ser tratados de formas distintas para manutenção da saúde do tecido cutâneo.

O mais importante é o consumo diário de, no mínimo, dois litros de água, pois a hidratação interna do organismo reflete-se na pele.

É de conhecimento geral que a água é um componente fundamental para o funcionamento correto do organismo e que, consequentemente, a desidratação pode causar uma série de complicações, como insuficiência renal, convulsões e, em casos extremos, até mesmo morte. E a pele também pode sofrer com desidratação, sendo uma condição cutânea que pode acometer até mesmo pessoas de pele oleosa. “A pele oleosa é caracterizada pela produção excessiva de óleo. Já a desidratação do tecido cutâneo é causada por falta de água. Logo, é possível você sofrer com oleosidade excessiva e desidratação da pele ao mesmo tempo”, explica a dermatologista Dra. Kédima Nassif, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Porém, o principal erro da população é adotar pele desidratada como sinônimo para pele seca, o que, novamente, não é verdade.”

De acordo com a especialista, a pele seca, da mesma forma que a pele oleosa, refere-se à capacidade de produção de óleo do tecido cutâneo, que, nesse caso, é abaixo do normal, o que quer dizer que a pele não possui oleosidade suficiente para reter umidade e proteger-se contra agressores externos. “Já a pele desidratada, como citado, não possui água suficiente, o que pode ser causado por diversos fatores externos que resultam na diminuição do conteúdo de água no interior da pele, como o clima, o ambiente e a dieta”, afirma. Com base nisso, diferenciar os dois estados do tecido cutâneo pode parecer complicado. Mas é possível descobrir com qual problema você está sofrendo através de uma observação mais atenta de sua pele. “Enquanto a pele desidratada tende a ser mais vermelha, inflamada e sem brilho, a pele seca geralmente apresenta coceira e descamação”, destaca a médica.

E assim como possuem causas diferentes, ambos os problemas possuem tratamentos distintos. “A pele seca é uma condição que permanecerá pelo resto de sua vida. Logo, a manutenção de uma rotina diária de cuidados específicos é fundamental para suprir as necessidades desse tipo de pele, incluindo principalmente o uso de cremes mais ricos e formulados com ativos de alta ação hidratante, como ácido hialurônico, pantenol, Vitamina E e hyaxel”, destaca a dermatologista. Já a desidratação é um estado de sua pele que pode ser facilmente consertado através de medidas como realizar uma esfoliação da pele uma vez por semana, para remover o estrato córneo e assim facilitar que o cosmético seja absorvido, e aplicar um sérum diariamente antes do hidratante (em gel se sua pele for oleosa), pois o líquido poderoso atua de forma mais concentrada na pele devido sua maior capacidade de penetração.

Para o tratamento da desidratação da pele a médica também recomenda atentar-se para mudanças na temperatura e umidade do ar, pois esses fatores influenciam na forma como a pele se comporta. “A pele tende a ficar desidratada principalmente durante as estações mais frias do ano devido à baixa umidade no ar, que reduz o tamanho dos poros, a produção de oleosidade e a circulação sanguínea na região”, alerta. Por isso, nessas estações é importante adotar alguns cuidados adicionais com sua pele, evitando banhos extremamente quentes e o uso excessivo de ar condicionado, fatores que desidratam o tecido cutâneo. “O uso de umidificadores também é interessante nessa época, visto que o equipamento permite controlar o ambiente e manter o ar interior úmido.”

Porém, o mais importante é realmente o consumo diário de, no mínimo, dois litros de água, pois a hidratação interna do organismo reflete-se na pele. “Em caso de dúvidas sobre o estado de sua pele ou como tratá-la, o ideal é que você consulte um dermatologista, já que apenas ele poderá realizar uma avaliação para chegar ao diagnóstico correto, indicando a melhor forma de tratamento para cada caso”, finaliza a Dra. Kédima Nassif.

DRA. KÉDIMA NASSIF: Dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. www.kedimanassif.com.br

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