Antigo galpão no Rio Vermelho reabre como restaurante contemporâneo

Os sócios do restaurante Cöa, três jovens europeus, dois suíços e um francês.

Escondidinho numa ruela do Rio Vermelho, numa casa sem teto e sem assoalho (o chão é de brita), o restaurante Cöa mal chegou à cena noturna do animado bairro e já está dando o que falar. Fundado por três jovens europeus, dois suíços e um francês, nada ali é convencional. Nem os donos, nem a cozinha, nem o conceito.

Aberto há pouco mais de dois meses, o espaço é um misto de restaurante, bar e balada que serve uma comida boa e honesta com preço justo, em porções generosas. Isso ressaltado pelo clima leve e descontraído que, com a ajuda de uma iluminação cênica, torna a experiência interessante.

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Arroz negro com frutos do mar.

A cozinha é comandada por um dos sócios, o suíço Flavien Gallizioli, que embora não tenha passagem por casas estreladas, vem de um das mais importantes escolas de gastronomia do mundo, exercitando bem o que aprendeu por lá e por outros pequenos espaços onde atuou.

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Tagliata de filé mignon.

Embora sua formação profissional seja centrada na comida francesa, espanhola e italiana, as mais importantes da Europa, o chef de 31 anos define sua cozinha como “brasileira com sotaque internacional”. Segundo ele, esta fusão culinária “combina receitas tradicionais da Suíça com ingredientes da cozinha do Brasil e do mundo”. Flavien reconhece que seu país não tem uma cozinha espetacular, mas carregou de lá para cá o bolinho de queijo, que na sua versão apelidou de Bolinho de Queijo Minas, depois de testar vários queijos brasileiros que substituíssem o suíço usado na receita.

Deu super certo! Como deu certo também a tábua de petiscos que vem coxinha de frango, os bolinhos acima, houmus, babanoush, pão caseiro e brusquetas. Uma boa pedida para começar a noite, que por lá inicia às 18h. Vale experimentar diversas coisinhas que ele tem, como a Tagliata de Filé Mignon que ganha cores e sabores com a mistura das fatias de filé mignon levemente seladas, com o creme de parmesão, azeite trufado, purê de pêra e maionese caseira de balsâmico.

Outra boa pedida é o arroz negro do mar, cujo grão é cozido no caldo de camarão e acrescentando almondegas do mesmo crustáceo, peixe branco, polvo grelhado ao molho chimichurri, creme de alho e tomates cerejas. O cardápio é variado, tem preços justos e uma carta de drinques autorais especialíssima. Esta, assim como a ambientação e decoração do espaço, foi criada pelo francês Thomas Duprat, que ao lado do suíço Sylvain Putallaz, compõe a sociedade na casa. Foi Sylvain, por sinal, o idealizador do negócio e hoje é responsável pela gestão.

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Nomada:  tequila, baunilha, manga e maracujá.

Para fechar, uma sobremesa que chama a atenção: o abacaxi assado no xarope caseiro com sorvete. Seja pela comida. Pelo ambiente ou por curiosidade, o Cöa é um daqueles lugares que não deve ser ignorado.

E falando em curioso, a casa tem teto sim, só que retrátil, o que permite abrir e fechar quando necessário. Já o significado do nome Cöa, Sylvain, que morou em Itacaré, diz que a palavra é muito usada pelos povos indígenas do sul da Bahia.

“Para os pataxós quer dizer fogo. E para nós é significativo porque remete ao fogo que nos permite cozinhar, que nos une, e que tem essa energia quente que faz do nosso restaurante um lugar confortável e acolhedor, onde podemos compartilhar bons momentos”, diz.

SERVIÇO:
@coa_salvador
Travessa Basílio de Magalhães, 44, Rio Vermelho
Funciona de terça a sábado, das 18h à meia-noite
Domingos, das 18h às 23h.

Fonte: https://aloalobahia.com/
Publicada por Kirk Moreno, reportagem de Ronaldo Jacobina, do Jornal Correio. ​Fotos: Divulgação
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