Síndrome da fadiga crônica: alterações imunes observadas precocemente na doença, em artigo publicado pela Science Advances

Fadiga crônica: Os resultados da pesquisa, coordenada por Mady Hornig, do Center for Infection and Immunity and the Department of Epidemiology, da Columbia University Mailman School of Public Health, na cidade de Nova Iorque, foram publicados no periódico Science Advances.

Fadiga crônica: os resultados da pesquisa foram publicados no periódico Science Advances.

Pacientes com a síndrome da encefalomielite miálgica /síndrome da fadiga crônica (EM/SFC) de início recente (até três anos de duração) apresentaram alterações distintas nas assinaturas imunes no plasma em uma análise de dados e amostras de sangue de dois grandes estudos de coorte multicêntricos.

Os resultados da pesquisa, coordenada por Mady Hornig, do Center for Infection and Immunity and the Department of Epidemiology, da Columbia University Mailman School of Public Health, na cidade de Nova Iorque, foram publicados no periódico Science Advances.

Os pacientes que estavam dentro de três anos do início de desenvolvimento da doença (não do início de quando o diagnóstico foi feito) tiveram ativação proeminente de citocinas pró-inflamatórias e anti-inflamatórias e dissociação de redes de regulação intercitocinas, sugerindo um potencial biomarcador para diagnosticar a doença, segundo os autores.

Ao todo, havia 52 pacientes adultos com início da doença dentro de três anos, 246 com mais de três anos de duração da síndrome e 348 controles, pareados por idade, sexo e variáveis conhecidas por afetar o estado imunológico, incluindo estação de amostragem e local geográfico.

A presença de um perfil imunológico específico no início da doença tem implicações importantes para o processo de diagnóstico, além da definição de uma assinatura imune distintiva que difere da de controles saudáveis. A integração destes marcadores imunológicos com o quadro clínico pode fornecer aos clínicos uma estrutura mais robusta para o estabelecimento de um diagnóstico para a EM/SFC e, eventualmente, tornar mais fácil a eliminação de outras hipóteses diagnósticas de maneira mais precoce.

Por razões ainda não explicadas, os achados em pacientes com início recente da doença contrastam tanto com relação aos controles quanto com os dos pacientes com uma duração mais prolongada da doença. Isto sugere que as estratégias terapêuticas que visam especificamente as anomalias encontradas nestes perfis imunológicos precoces podem apresentar novas oportunidades, mas isto pode acontecer por um tempo limitado.

Alterações de citocinas foram mais estreitamente relacionadas à duração da doença do que com medidas globais de gravidade da doença, sugerindo que a imunopatologia da EM/SFC não é estática. Estes resultados têm implicações importantes para a descoberta de estratégias de intervenção e diagnóstico precoce da EM/SFC.

A síndrome da fadiga crônica agora teve o seu nome alterado para “doença da intolerância ao esforçosistêmico” pelo Instituto de Medicina dos Estados Unidos.

Fonte: Science Advances, volume 01, número 1, de 27 de fevereiro de 2015 /www.news.med.br

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