O desafio de crescer: Como as empresas devem se preparar para receber aportes financeiros?

Fundo de investimento

Fundo de investimento pode ser melhor que empréstimo bancário. 

O cenário econômico anda meio nebuloso, mas o crescimento do país nos últimos anos e o aumento do poder de compra dos brasileiros mostram que ainda há muito espaço para uma empresa crescer e tornar-se mais competitiva no mercado. Para isso, no entanto, é preciso muitas vezes buscar recursos e financiamentos e uma das opções mais promissoras são as parcerias com fundos de investimentos ou mesmo empresas de maior porte que estão de olho em boas oportunidades de negócios. São eles que podem dar aporte financeiro e operacional às pequenas e médias empresas a fim de alavancar o negócio.

Fundos de investimentos nacionais e estrangeiros estão cada vez mais apostando nas empresas brasileiras e empregam recursos para que elas cresçam e, assim, possam participar de seus resultados. Mas como atrair tais investidores? Antes de tudo, é importante que o empresário tenha em mente que os fundos estão em busca do empreendedor comprometido; com visão de longo prazo e desejo de evoluir. Transparência e clareza na gestão são fatores determinantes e, para que a parceria dê certo, a empresa precisa estar alinhada com boas práticas de gestão e saber o quanto está preparada para se expandir. Identificar e solucionar problemas internos também ajudarão a enfrentar os desafios que vêm pela frente.

O próximo passo é preparar um plano de negócios e um planejamento estratégico. Para isso, é fundamental entender como a empresa está inserida em seu ramo de atuação, para onde pode crescer e quais os caminhos que o mercado aponta. Neste plano de negócios, é preciso estimar os custos de crescimento quanto à estrutura física, pessoal, custo de capital e encargos. Para tanto, ouvir opiniões de funcionários e de consultores é fundamental para perceber quais ajustes terão que ser feitos para concretizar a expansão.

“As pessoas que ali estão são um componente essencial nesse processo. Crescer acarreta uma transformação cultural no negócio e é preciso envolver toda a empresa. Todos devem trabalhar em conjunto e estar cientes dos benefícios que estão construindo. Buscar profissionais de mercado também ajuda, assim como contratar consultorias que possam levar boas práticas para o negócio”, explica Rodrigo Bertozzi, CEO da B2L Investimentos, empresa que auxilia na criação de projetos para investimentos estratégicos.

O empreendedor pode perceber então que a participação de um fundo de investimentos no processo de expansão é uma alternativa aos empréstimos bancários, cada vez mais caros e restritivos. O investidor exigirá, em troca do aporte, uma participação societária.

“Somos conselheiros de empresas de pequeno, médio e grande porte de diversos segmentos e realizamos as conexões entre empresários e investidores, inclusive internacionais. Na B2L, gerimos dados de centenas de oportunidades tanto na ponta compradora quanto na vendedora. Isto é possível por estarmos presentes em mais de cem regiões do Brasil, por meio de uma ampla rede de contatos e a alta expertise de nossos 47 sócios”, informa Bertozzi.

Relacionamento transparente

Para que o processo de estruturação do negócio tenha êxito, é preciso definir os responsáveis pelo dia a dia do negócio e quem vai conduzir as ações do plano de crescimento. É importante estabelecer um relacionamento transparente entre empresário e investidor e separar o comando da operação do comando da estratégia.

Mas, na maioria dos casos, o empresário cria barreiras quanto à essa participação do investidor. Mesmo que não seja o caso de abrir mão do controle do negócio, abrir as portas e o capital da empresa para um terceiro é decisão que causa apreensão. Para diminuir o receio é importante observar que, com relação à estrutura de capital, o custo de capital de terceiros é mais baixo do que o dele próprio.

“Mesmo que o empresário tenha reservas próprias para alavancar o negócio, é mais recomendável usar o capital de fontes externas. Não apenas porque o capital de casa é mais caro, mas também porque, muitas vezes, ao financiar a expansão com recursos externos, o crescimento destrava”, comenta o CEO da B2L.

Divulgar informações – receitas, estratégias, previsões de investimento e organogramas – também é um receio clássico, mas que não condiz com a realidade. Entre as companhias abertas, isso já não ocorre. E, em empresas fechadas, há sempre a opção de decidir quais informações serão divulgadas e para quem.

É neste contexto que atua a B2L Investimentos. Com uma carteira de negócios de R$ 4,3 bilhões, a empresa mantem aliança com 18 fundos de investimentos venture e private equity, 17 fundos especializados em angel capital e seed capital e 13 empresas de grande porte. O foco da B2L são as médias empresas espalhadas por todo o país, com sólidos fundamentos econômicos e potencial de crescimento, mas que ainda não vislumbraram a possibilidade de buscar capital de investidores para alavancar seu negócio.

“É fundamental que os empresários tenham acesso ao capital para financiar seu plano de negócios e, nesse sentido, a B2L abre portas e ajuda a fechar negócios, seja na aplicação direta ou indireta de investidores, na venda de parte da empresa ou demais saídas como alongamento de dívidas por meio de projetos financeiros. É preciso reinventar o antigo modelo de pegar um dinheiro caro e de curto prazo para uma estratégia mais elaborada e competitiva, por meio da parceria de empresas com investidores”, conclui o CEO Rodrigo Bertozzi.

De acordo com a Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), foram R$ 100 bilhões em capital comprometido no país, somente no ano passado.

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