Fisiologista do HCor fala sobre riscos aos jogadores no clássico de domingo

Tempo seco e altas temperaturas podem representar riscos aos jogadores durante o clássico deste domingo às 11h00.

Neste domingo (24/08), Corinthians e São Paulo se enfrentam pela 25.ª rodada do Campeonato Brasileiro 2017. Porém, o horário da partida, às 11h00, desperta uma certa preocupação por parte de médicos e fisiologistas. Isso porque, apesar de estarmos há alguns meses do verão, o jogo ocorrerá sob uma temperatura próxima dos 30º, enquanto a umidade relativa do ar segue baixa em função da falta de chuvas. “Esse cenário proporciona um risco ainda maior para a ocorrência de casos agudos de desidratação que podem comprometer não só o desempenho, mas também a integridade muscular e até neurológica dos atletas”, diz o fisiologista do HCor, Diego Leite de Barros.

Segundo o fisiologista do HCor, jogadores profissionais atingem o limite de sua capacidade física, quando disputam uma partida – o que eleva bastante a sua temperatura corporal. Para evitar um superaquecimento, o organismo do atleta produz uma grande quantidade de suor que, ao evaporar, resfria o corpo. “Com um calor cada vez mais intenso, a sudorese gerada para diminuir a temperatura precisa ser ainda maior. Isso favorece um quadro acelerado de desidratação que gera perda não só de líquido, mas também de sais minerais como potássio e sódio. Caso a reposição dessas substâncias não seja feita em intervalos regulares – o que é difícil, já que o jogador não pode se ausentar da partida por muito tempo ou com mais frequência, caso não haja parada técnica –, o atleta pode sofrer síndromes como hiponatremia e hipertermia”, afirma.  

Danos Musculares

Diego explica que, no caso da hiponatremia (falta de sais minerais no sangue), as consequências mais sérias são para o sistema muscular. Em função da falta de sódio e potássio, as fibras musculares ficam menos flexíveis e tendem a se romper com mais facilidade. “Isso pode facilitar a ocorrência de diferentes tipos de lesões entre os jogadores e comprometer o rendimento deles durante o campeonato. Por isso, é importante que o departamento médico dos clubes programe a reposição de líquidos e sais minerais de cada jogador – geralmente, feita por meio de isotônicos –, levando em conta as condições climáticas que eles enfrentarão dentro de campo”, aconselha o fisiologista.

Já no caso da hipertermia (elevação da temperatura corporal), as complicações podem ser ainda mais sérias. De acordo com Diego, quando a temperatura ambiente fica acima dos 30ºC, a perda de calor se torna extremamente difícil, enquanto o jogador está em campo, mesmo com aumento da sudorese. Consequentemente, a temperatura corporal sobe cada vez mais. “Caso não seja controlado, esse quadro pode gerar, além de vômito, mal-estar tontura e distúrbios visuais que comprometem o desempenho do jogador em campo, lesões no sistema nervoso central, caso as células nervosas sejam afetadas por esse processo”, revela o fisiologista do HCor. “Por isso, é imprescindível que haja máxima atenção em relação à saúde dos atletas sempre que eles forem expostos a níveis elevados de calor”, alerta.

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