Exploração sexual infantil é tema de debate em João Pessoa

O objetivo é mobilizar os participantes para as estratégias de combate ao crime no país.

O objetivo é mobilizar os participantes para as estratégias de combate ao crime no país.

Por Deborah de Salles

A capital João Pessoa sediou, nesta sexta-feira, um encontro sobre a prevenção e o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes. A ação faz parte do Programa Turismo Sustentável e Infância do Ministério do Turismo (MTur) e tem por objetivo reforçar o uso das estratégias que ajudam a combater o crime no país. No período de janeiro a julho deste ano foram registradas 71 denúncias no estado da Paraíba, segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Durante a palestra, que reuniu gestores, educadores, profissionais ligados ao turismo e à saúde, o coordenador geral de Proteção à Infância do MTur, Adelino Neto, caracterizou o crime hediondo como um processo cruel contra crianças e adolescentes. “Retirar esses meninos e meninas das sombras da violência é garantir que seus direitos sejam cumpridos, um dever que tem sido assumido pelo Ministério do Turismo”, disse.

O público também teve a oportunidade de conhecer a atuação conjunta dos programas Pronatec Turismo e Vira Vida, do Sesi. Ambos visam contribuir para a ressocialização de adolescentes que sofreram qualquer tipo de violência por meio de cursos técnicos e inclusão no mercado de trabalho. “Nos encontros incentivamos os empresários a contratá-los para atuar no mercado de turismo”, afirmou a coordenadora do Pronatec Turismo, Paloma Campos.

O MTur tem mobilizado a rede de proteção a crianças e adolescentes que lidam com o setor do turismo, entre eles garçons, que podem ganham gorjeta para indicar as vítimas e representantes da rede hoteleira e de pousadas, onde os encontros costumam acontecer. Desde o início do ano, as palestras foram feitas em 15 capitais brasileiras. Mais de 1.500 pessoas foram sensibilizadas. Representantes do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional do Sesi também contribuíram com a realização do encontro.

Aplicativo

A denúncia também pode ser feita pelo celular, por meio de um aplicativo com o nome Proteja Brasil, desenvolvido governo brasileiro e a Unicef. A ferramenta, que ajuda a identificar e denunciar violações de direitos contra crianças e adolescentes, pode ser acessada pelo Google Play e pela Apple Store.

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