Dia das Mães: HCor alerta para a importância do diagnóstico fetal no período gestacional

Cardiologista fetal do HCor alerta para a realização de exames de imagens, como o ecocardiograma fetal, que tem como objetivo prevenir, diagnosticar e tratar possíveis anomalias no coração do bebê.

ECOCARDIOGRAMA FETAL. É importante que os pais saibam da importância do diagnóstico precoce das anomalias cardíacas pois isso pode fazer toda diferença para o êxito do tratamento.

Cerca de 2% de todos os bebês nascidos são portadores de malformações congênitas, sendo as cardiopatias as mais frequentes e graves. As patologias do coração têm incidência significativa, atingindo de cinco a oito crianças a cada 1000 nascidas. Todos os anos, cerca de 130 milhões de crianças nascem no mundo com algum tipo de cardiopatia congênita. Desse total, cerca de 24 mil nascem no Brasil.

No HCor (Hospital do Coração), em São Paulo, referência no tratamento e intervenções cirúrgicas de crianças portadoras dessa doença, foram realizados, nos últimos dois anos, 3.283 atendimentos ambulatoriais a crianças com cardiopatias de alta complexidade e 420 cirurgias reparadoras. Na Unidade de Cardiologia Fetal, foram realizados 1.395 diagnósticos de Ecodoppler Fetal e conduzidos 41 partos de gestantes com fetos cardiopatas.

“Esses partos garantiram o tratamento precoce e impediram a desestabilização da condição clínica destas crianças criticamente afetadas pelas diferentes anomalias congênitas do coração. As cardiopatias de apresentação neonatal são as mais críticas e requerem um manejo muito acertado e programado para que o bebê tenha chances de sobreviver”, esclarece Dra. Simone Pedra, cardiologista fetal e coordenadora da Unidade Fetal do HCor (Hospital do Coração).

Diagnóstico precoce

É importante que os pais saibam da importância do diagnóstico precoce das anomalias cardíacas pois isso pode fazer toda diferença para o êxito do tratamento. A Dra. Simone Pedra, cardiologista fetal do HCor tem observado uma maior procura por diagnósticos mais completos de possíveis problemas cardíacos ainda na gestação.

De acordo com a cardiologista do HCor, cerca de 50% das cardiopatias congênitas são tão graves que podem trazer sintomas ainda dentro do útero ou imediatamente após o nascimento, com a necessidade de tratamento específico nas primeiras horas ou dias de vida. O conhecimento pré-natal destas anomalias favorece imensamente a evolução clínica destes bebês, pois permite uma programação do local ideal do nascimento e da condução médica e cirúrgica pós-natal.

“Em casos específicos, o tratamento pode ser realizado ainda durante a gestação. O grupo de cardiologia fetal do HCor é considerado um dos maiores centros de terapia cardíaca fetal do mundo”, explica Dra. Simone Pedra.

Atualmente já é possível tratar ou melhorar 70% das cardiopatias congênitas, principalmente aquelas de menor gravidade, com técnicas de cateterismo. “Em casos mais graves a cirurgia se faz necessária e nos mais complexos optamos pelos procedimentos híbridos, em que o cirurgião e o intervencionista trabalham juntos”, ressalta o Dr. Carlos Pedra, intervencionista pediátrico do HCor.

O ecocardiograma passou a ser o principal recurso diagnóstico dos casos de cardiopatias congênitas – anteriormente o estetoscópio tinha esse papel. Além disto, o ecocardiograma passou também a ser aplicado para diagnosticar as malformações cardíacas ainda na vida fetal.

A importância do diagnóstico fetal nos primeiros meses de gestação: as cardiopatias congênitas podem ser detectadas ainda na vida fetal. Durante a gestação alguns exames facilitam a detecção da doença. Os exames de ultrassom morfológico realizados rotineiramente nos primeiro e segundo trimestres gestacionais fazem o rastreamento da má formação no coração da criança. Quando há a suspeita de alguma anormalidade é realizado então um ecocardiograma do coração do feto, que permite avaliar e detectar detalhadamente anormalidades estruturais e da função cardíaca.

Herança genética

Uum dos fatores de risco para o desenvolvimento da cardiopatia congênita é a herança genética. Pais e mães portadores de cardiopatias congênitas apresentam uma chance duas vezes maior de gerar um bebê cardiopata. “O mesmo ocorre quando o casal já gerou um bebê com malformação cardíaca. Algumas cardiopatias, em particular, têm uma chance de recorrência ainda maior, chegando até 10% em gestações subsequentes”, ressalta Dra. Simone.

Não há formas de prevenir a doença. Porém algumas mudanças comportamentais podem ajudar para o bom desenvolvimento do bebê. “Antes de engravidar, a mulher deve procurar um médico para verificar o seu estado de saúde e iniciar a ingestão diária de uma vitamina chamada “ácido fólico”, que deve ser receitada pelo obstetra. A deficiência dessa vitamina pode ser um fator desencadeador de malformações cardíacas e do sistema nervoso central do feto”, destaca a cardiologista.

SERVIÇO:

A Unidade Fetal do HCor foi criada com o objetivo de oferecer o que há de mais moderno no diagnóstico e tratamento precoce de cardiopatias congênitas graves. Com uma equipe altamente especializada, formada por renomados profissionais da área, a Unidade Fetal do HCor conta com o suporte de aparelhos altamente sofisticados e de ponta para o atendimento dos seus pacientes.

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