Dez mentiras sobre a obesidade infantil

 
Endocrinologista e blogueira Giulianna Pansera esclarece o que está por traz destes mitos.
Os maus hábitos aliados a certos mitos contribuem para que muitas crianças continuem acima do peso.

Os maus hábitos aliados a certos mitos contribuem para que muitas crianças continuem acima do peso.

A obesidade infantil é um dos maiores problemas nutricionais de nosso país. Os maus hábitos aliados a certos mitos contribuem para que muitas crianças continuem acima do peso. A endocrinologista e blogueira Giulianna Pansera do G-Real Fit (http://g-realfit.com/) mostra como isto afeta os pequenos. 

Crescer emagrece: se fosse verdade, ao final da adolescência, todas as crianças obesas teriam crescido e emagrecido. O perigo de uma criança ser obesa é tornar-se um adulto obeso: na verdade, o perigo já está na própria infância, com aumento da pressão arterial do colesterol e até com o aparecimento de diabetes mellitus tipo 2.

A culpa é da avó (ou da escola, da babá etc):  não é o caso de achar culpados, mas, sim, o de definir responsabilidades. Lembre-se que a criança não tem dinheiro e nem autonomia para sair de casa e ir ao mercado comprar bolachas e salgadinhos sozinha. Quem traz essas coisas para o seu alcance são os adultos. Ofereça coisas saudáveis para seu filho!

Vitamina engorda: vitaminas, quando receitadas por médicos, são nutrientes ingeridos em tão pequena quantidade, que jamais engordariam alguém.

Criança obesa é preguiçosa: para a criança obesa, às vezes, é muito difícil realizar certas atividades, como correr ou saltar, devido ao excesso de peso que sobrecarrega suas articulações e  o coração.

Emagrecer é perder peso: emagrecer é perder gordura! Muitas vezes, a criança ganha peso porque cresceu ou porque está fazendo mais exercícios e aumentando sua massa muscular (o que também é valido para os adultos). Portanto, nem sempre uma criança pesada é gordinha e nem sempre uma leve, é magrinha.

Fruta não engorda: praticamente todos os alimentos engordam; tudo depende da quantidade que se come. Frutas, por exemplo, apesar de serem ótimos alimentos, são ricas em açúcar e, se ingeridas em excesso, contribuem para o ganho de peso, assim como os sucos de frutas.

Quem emagrece depois engorda novamente: quando uma criança come demais e não se exercita, ela tende a engordar. Porém, se esta mesma criança muda seu estilo de vida, tenderá a emagrecer. Poderá engordar de novo se voltar ao primeiro exemplo. O que precisa ser entendido é que um estilo de vida saudável deve ser seguido por toda a vida para que se mantenha um peso também saudável.

É preciso cortar os chocolates e doces da criança: É impossível e sacrificante este tipo de atitude, uma vez que a criança tem acesso a tudo isso na escola e em festinhas. O que deve ser feito é ensinar os pequenos que estes tipos de alimentos não fazem bem à saúde e, por isso, devem ser evitados. Além disso, o consumo de doces e chocolates deve ser feito  em pequenas quantidades– apenas para experimentar e matar a vontade.

Crianças obesas são mais alegres: pergunte a elas…

Criança gordinha é sinal de saúde: bom, essa não precisa nem comentar, não é?

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