Debate na Campus Party destaca mudança de comportamento na cultura digital

O encontro foi promovido pela Globo e pela GloboNews na  Campus Party.

O encontro foi promovido pela Globo e pela GloboNews na Campus Party. (Foto: Luis Sontachi/I Hate Flash)

As novas tecnologias e a velocidade com que elas surgem estão na pauta do dia. Para que empresas e pessoas consigam participar dessa nova cultura digital é preciso compreender de que formas a sociedade está se relacionando neste ambiente e como ele está influenciando o comportamento das pessoas. Essa foi a principal discussão do debate entre Mikael Ahlström e Ronaldo Lemos, com mediação de Zeca Carmargo, no segundo dia de Campus Party.  

Mikael Ahlström, fundador de uma das mais inovadoras e criativas escolas do mundo, a Hyper Island, contou, logo no início da apresentação, que é disléxico, não entende de programação, e por isso se cerca dos melhores profissionais focados em startups, enquanto se ocupa de entender as empresas e ajudá-las a crescer e inovar.  Mikael também abordou quais os desafios para as grandes empresas atualmente. Segundo o empreendedor, uma grande companhia tem estrutura tecnológica, mas não tem cultura disruptiva. “O desafio é conseguir acompanhar as mudanças e se manter tão relevante como antes. É preciso entender que todo departamento da empresa precisa estar adaptado a novos ambientes”, afirmou.  

Para Ronaldo Lemos, do programa ‘Navegador’, da GloboNews, a tecnologia oferece nova solução para os sistemas públicos. “Vivemos um momento de economia de compartilhamento em que é possível mudar cidades e atuar, inclusive, onde políticas públicas falharam”, defendeu, citando, como exemplo, comunidades que se reuniram e conseguiram incluir suas áreas no mapa.  

Mikael Ahlström e Ronaldo Lemos participaram do encontro promovido pela Globo e pela GloboNews, com mediação de Zeca Camargo. (Fotos: Luis Sontachi/I Hate Flash)

Mikael Ahlström e Ronaldo Lemos participaram do encontro, com mediação de Zeca Camargo. (Foto: Luis Sontachi/I Hate Flash)

Antídoto contra a desigualdade

Ambos os palestrantes levantaram questões relacionando tecnologia e educação. Ahlström contou sua experiência na Hyper Island, por meio da qual uma instituição sem salas de aula, testes ou livros cria grandes empreendedores, que saibam criar soluções. “Precisamos de pessoas que entendam como podem aprender”. Ronaldo Lemos falou em democratização: “Tecnologia pode produzir um aprofundamento para desigualdade. O único antídoto para evitar que isso aconteça é a educação; a democratização das habilidades que serão necessárias daqui para frente”.  

Até domingo, Globo e GloboNews ainda oferecem outras atividades para os participantes da Campus Party. Entre as startups, estão sendo selecionados 20 empreendedores para conhecer as instalações da Globo em São Paulo e apresentar seus trabalhos para executivos da empresa, que poderão compartilhar suas visões e experiências com os jovens. Além disso, estão sendo oferecidos brindes feitos exclusivamente para o evento, em uma Tweet Machine. Para concorrer , basta postar no twitter informações úteis sobre a Campus Party, sempre acompanhadas por #GloboNewsCPBR. Aqueles que têm seus tweets validados recebem um código por mensagem direta no twitter, que é usado para retirar o brinde na máquina.

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