Consumidor paga até 72% de imposto nos produtos de fim de ano, alerta a Associação Comercial de SP

Videogame lidera lista de produtos mais tributados, com 72,18% de imposto embutido no preço final; outras cargas que chamam a atenção são do champanhe/espumante (59,49%); enfeites natalinos (48,02%) e peru (29,32%). 

Para a carga tributária diminuir, o governo federal precisa controlar seus gastos para não precisar arrecadar mais.

Para a carga tributária diminuir, o governo federal precisa controlar seus gastos para não precisar arrecadar mais.

Com a proximidade das festas de fim de ano e o dinheiro do 13º salário, o consumidor quer mesmo é celebrar e presentear familiares e amigos. Quem foi às compras – ou ainda vai – deve ficar atento às variações de preços dos produtos. Mas é preciso lembrar, também, que nos preços dos produtos estão embutidos altos impostos, que podem superar 70% do preço final. É o caso do videogame: 72,18% do valor é de imposto. 

O alerta é da Associação Comercial de São Paulo, responsável pelo Impostômetro, o famoso painel no centro da capital paulista que marca quanto os brasileiros pagam em impostos, taxas e contribuições aos governos. As cargas tributárias nos produtos de fim de ano foram levantadas pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), cujos dados abastecem o Impostômetro da ACSP.   

O que precisa acontecer para que essa carga tributária seja reduzida?

Rogério Amato, presidente da ACSP e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), explica. “Para a carga tributária diminuir, o governo federal precisa controlar seus gastos para não precisar arrecadar mais. Enquanto ele tiver gastos altos, precisa arrecadar bastante para cobrir os custos. Se não cobrir com impostos, terá que cobrir com dívida, que vira imposto do futuro”, afirma Amato.  

Poucos sabem, mas ao erguermos taças para brindar pelo ano que vai chegar já foram abocanhados 59,49% em impostos no valor de um champagne ou espumante. Na hora da tradicional ceia de Natal ou de Ano Novo, o melhor é não pensar nos impostos para não causar indigestão. Isso porque o chester, o peru e o pernil concentram 29,32% de carga tributária. Já para quem prefere uma refeição mais prática vai ter que desembolsar 32,31% em impostos num almoço no restaurante. 

Um item que não pode faltar no fim do ano é o presente da criançada – tarefa difícil para pais que estão com o orçamento apertado. Para os brinquedos em geral, a carga tributária é de 39,7%. Por sua vez, a tão programada viagem de fim de ano também tem carga pesada de impostos. Só na hospedagem os turistas pagam 29,56% em impostos. Não escapam o presépio, a árvore de Natal e os enfeites natalinos – são tributados em 35,93%, 39,23% e 48,02% respectivamente. 

Veja tabela com cargas tributárias de produtos de fim de ano:

TABELA

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