AVC mata mais entre as mulheres

Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro, chama atenção para o impacto da doença na população feminina. 

Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro, chama atenção para o impacto da doença na população feminina.

A cada cinco minutos um brasileiro morre em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). As mulheres são as mais afetadas: segundo o consagrado estudo de Framingham, que demonstrou a importância de alguns fatores de risco para o desenvolvimento de doença cardíaca e AVC, uma em cada cinco mulheres tem risco de ter um AVC na vida, enquanto que para o sexo masculino, essa taxa seria de 1 em cada 61. Foi pensando nisso que a World Stroke Organization (WSO) escolheu o impacto da doença nas mulheres como o tema da campanha deste ano para o Dia Mundial do AVC, celebrado no próximo dia 29 de outubro.

“Mesmo quando não são elas que sofreram um derrame, geralmente recai sobre as mulheres a responsabilidade de cuidar de um familiar que tem a doença, seja o marido ou os pais”, comenta a Dra. Sheila Martins, presidente da Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBDCV).

Genética, hormônios, anticoncepcionais e fatores sociais e culturais influenciam para que a doença se manifeste de forma diferente entre a população feminina. O AVC costuma acometer as mulheres em uma idade mais avançada em relação aos homens, e isso faz com que elas tenham uma recuperação mais difícil e maior taxa de mortalidade em decorrência da doença. Além de apresentarem mais sintomas não específicos, as mulheres também têm mais chance de sofrer de AVCs recorrentes. Pacientes que já sofreram um derrame têm de 30 a 40% mais chance de ter um segundo dentro de cinco anos2.

Para conscientizar sobre a importância da prevenção e do socorro rápido, a SBDCV promoverá uma série de atividades e ações de orientação sobre AVC para a população e para profissionais de saúde em diferentes cidades do País, entre elas Maceió, Brasília, São Luis, Belém, João Pessoa, Palmas, Teresina e Porto Alegre.  A programação completa das atividades pode ser acessada pelo site da Rede Brasil AVC (http://www.redebrasilavc.org.br). 

A doença

O AVC acontece quando há o entupimento dos vasos que levam sangue ao cérebro (AVC isquêmico) ou quando ocorre o rompimento do vaso provocando sangramento no cérebro (AVC hemorrágico). O impacto na qualidade de vida dos pacientes em função de sequelas físicas e mentais costuma ser significativo. Após um AVC, 70% dos pacientes não retomam suas atividades e 30% passam a precisar de auxílio para caminhar[1]. Além da questão da incapacidade, a doença tem também um impacto econômico importante. Cada paciente acometido por um AVC isquêmico (85% dos casos) acarreta um custo médio de R$ 5 mil reais para o SUS e cerca de R$ 16 mil para a saúde suplementar[2].

Mais de 20% dos casos de AVC ocorrem por conta de uma arritmia chamada fibrilação atrial. Essa arritmia acontece quando os sinais elétricos do coração falham e levam os átrios (câmaras cardíacas superiores) a se contraírem de maneira irregular. Isso ocasiona um acúmulo de sangue nessas câmaras, pois os batimentos irregulares deixam o fluxo de sangue mais lento. Com esse acúmulo de sangue, pode se formar um coágulo, que ao se desprender, circula pela corrente sanguínea podendo chegar ao cérebro, causando um AVC. “Uma das maneiras de prevenir o AVC nesses pacientes com fibrilação atrial é utilizar medicações capazes de evitar a formação de coágulos, que oferecem dupla proteção, evitando o AVC isquêmico e diminuindo as chances de ter AVC hemorrágico”, explica o Dr. Alexandre Pieri, neurologista vascular. 

A prevenção é o melhor remédio

Além de apoiar a campanha da WSO e da SBDCV, a Boehringer Ingelheim lança, na semana do Dia Mundial do AVC, uma série de posts sobre a doença, formas de prevenção e tratamento em sua fan page no Facebook. Por meio de entrevistas em vídeo com médicos especialistas no assunto, a página “Ajudar é o Melhor Remédio” (www.facebook.com/ajudareomelhorremedio) traz informações sobre o AVC em uma linguagem simples e de fácil compreensão. Nos vídeos, a Dra Sheila Martins discute o impacto da doença na população feminina enquanto que o Dr. Alexandre Pieri explica sobre o perigo das arritmias e os tratamentos disponíveis para o AVC.

O Pradaxa® (dabigatrana)
Pradaxa® (dabigatrana) está registrado em mais de 100 países em todo o mundo para prevenção do AVC decorrente da fibrilação atrial, oferecendo dupla proteção contra o AVC isquêmico e hemorrágico3,4. A experiência conjunta dos estudos clínicos e a prática clínica na vida real colocam Pradaxa® como o novo anticoagulante oral mais amplamente estudado para fibrilação atrial.

A aprovação do medicamento pelas agências regulatórias foi decorrente do estudo RE-LY®, um dos maiores já realizados em pacientes com fibrilação atrial para avaliar a redução do risco de AVC – nele foram estudados mais de 18.000 pacientes em cerca de 40 países. Tanto a Food and Drug Administration (FDA), quanto a European Medicines Agency (EMA), confirmaram o perfil risco/benefício positivo de Pradaxa®.

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