Altas de tarifas e alimentos causam impacto alto ou moderado no bolso de 78% dos brasileiros, informa ACSP

O brasileiro está mudando hábitos e reduzindo compras, especialmente de bens duráveis e produtos no supermercado.

O brasileiro está mudando hábitos e reduzindo compras, especialmente de bens duráveis e produtos no supermercado.

Pesquisa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) revela que a inflação dos alimentos e o aumento de tarifas – como de energia e transporte – causam impacto muito alto para 46% dos consumidores brasileiros e impacto moderado para 32%; ou seja, 78% deles sentem as consequências no bolso. Já para 12% os aumentos de preços impactam pouco o orçamento e, para 6%, o impacto é nulo. 

Ao responderem a uma pergunta de múltipla escolha sobre como enfrentar esses aumentos, 66% dos entrevistados apontaram que estão economizando energia, 45% disseram que estão mudando hábitos de consumo – como a troca de marcas mais caras por mais baratas -, 42% pararam de fazer compras e 31% reduzirão gastos com alimentação (compra de alimentos no supermercado). Já 2% dos entrevistados mudaram o meio de transporte, 2% deixam de pagar parcelas, 2% sacam dinheiro da poupança e 2% estão fazendo empréstimo. 

“A energia subiu cerca de 60% em um ano e os consumidores, de forma racional, enfrentam o problema pela raiz”, ressalta Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). 

“O brasileiro está mudando hábitos e reduzindo compras, especialmente de bens duráveis e produtos no supermercado. Ele evita novas compras e compra menos, o que é um alerta para o varejo”, afirma Burti. Ele lembra que, com o ajuste macroeconômico, o setor varejista já vem sofrendo impactos.  

O levantamento foi encomendado pela ACSP ao Instituto Ipsos, que fez 1.200 entrevistadas com brasileiros de todas as regiões entre os dias 16 e 30 de março. A margem de erro é de três pontos.

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